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Agronegócio Quinta-feira, 31 de Julho de 2025, 09:01 - A | A

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Expansão

Brasil amplia exportações com aval chinês para farinhas de origem animal

Autorização envolve 46 plantas brasileiras e fortalece relação comercial com principal parceiro do agro

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação

Brasil amplia exportações com aval chinês para farinhas de origem animal

Brasil amplia exportações com aval chinês para farinhas de origem animal

O Brasil acaba de conquistar um novo marco nas exportações agropecuárias com a habilitação de 46 estabelecimentos para vender farinhas de aves e suínos para a China. A autorização, confirmada pelas autoridades sanitárias chinesas, representa um passo concreto na ampliação da relação comercial entre os países e impulsiona o setor de reciclagem animal, com reflexos importantes para a economia circular.

A habilitação foi viabilizada após a assinatura de um Protocolo Sanitário bilateral em abril de 2023, seguido por auditorias presenciais realizadas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e pela definição do modelo de certificado sanitário entre os dois países. Além das farinhas de aves e suínos, quatro unidades produtoras de farinha de pescado também foram autorizadas a exportar.

As unidades habilitadas possuem diferentes perfis produtivos, o que amplia o escopo de empresas brasileiras aptas a atender à demanda do mercado chinês.

O resultado é fruto de um trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado nacional. Todos atuaram de forma coordenada para atender aos critérios exigidos pelas autoridades chinesas.

A China segue como o maior destino das exportações agropecuárias do Brasil. Somente em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro brasileiro. No segmento específico de farinhas de miudezas — que agora passa a incluir farinhas de aves e suínos — as compras superaram US$ 304 milhões no ano.

Além de reforçar a importância comercial do setor, a autorização também fortalece o papel do Brasil em práticas sustentáveis de produção agropecuária. A exportação de farinhas de origem animal é parte fundamental da economia circular, ao transformar resíduos em insumos de alto valor para a indústria internacional.

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