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Não é preciso ficar no escuro para economizar na conta de luz

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Algumas medidas pontuais e optar por eletrodomésticos mais eficientes fazem diferença no final do mês

iStock

ColunaCasaEDecoração

O mundo moderno não tolera mais desperdícios. Seja de tempo, dinheiro ou recursos naturais, nossa preocupação deve estar sempre às voltas do que e onde podemos economizar. Com a conta de energia elétrica, não pode ser diferente, e não apenas pelo nosso bolso. A geração de energia elétrica no Brasil é feita majoritariamente por hidrelétricas, o que significa que barragens são criadas para represamento de água, e a energia gerada pelo deslocamento dela por turbinas é o que gera a energia propriamente dita. Apesar de ser uma fonte renovável, ela causa muitos impactos ambientais, além de fazer com que muitas regiões sofram com sua falta, devido aos períodos de escassez de chuva, o que leva as distribuidoras a aumentarem o preço das tarifas para desencorajar o consumo.

Mas há pequenas soluções que podem ser adotadas no nosso dia a dia que colaboram com o meio ambiente e com nosso dinheiro também. Uma delas é o uso consciente dos eletrodomésticos de que dispomos. Os selos do Programa Nacional de Conservação da Energia Elétrica (Procel) – iniciativa governamental que, juntamente do Inmetro, fabricantes e pesquisadores, estabeleceu parâmetros de consumo e desempenho para produtos eletroeletrônicos fabricados no Brasil – são um indicador se o seu eletrodoméstico é ou não um grande consumidor de energia elétrica. Se possível, substitua-os por uma versão mais econômica.

Algumas mudanças impactam mesmo no curto prazo nas contas de energia elétrica e água, por exemplo. A troca das lâmpadas comuns por lâmpadas de LED pode significar até 80% de economia em iluminação, devido à alta eficiência energética delas. Já os aparelhos de ar-condicionado são um grande vilão das contas. O liga e desliga nos dias mais quentes faz com que o aparelho consuma muita energia para chegar na temperatura desejada. Observar a metragem ideal a que ele foi projetado e preferir os aparelhos que possuam o chamado “inverter” são boas medidas. Segundo a professora do departamento de engenharia elétrica da FEI, Michele Rodrigues, essa tecnologia permite que o aparelho mantenha sempre uma temperatura mínima de funcionamento, resultando em até 60% de economia. O clássico banho quente demorado também faz com que o dinheiro vá pelo ralo. Prefira ensaboar-se com o chuveiro desligado, regule a posição da temperatura para “verão” em dias mais quentes e não demore.

E quanto às queridinhas dos lares brasileiros, a fritadeira air fryer e a lava-louças? Uma máquina cheia de louça pode economizar até 27 mil litros de água por ano! Quanto à fritadeira, apesar de sua grande potência, não está entre os aparelhos mais gastões da casa. Porém deve-se dosar seu uso. Além disso, não coloque alimentos congelados nela e também regule sua potência para cada receita. Projetadas para ter alta eficiência, é seu tempo de uso otimizado que garante a economia que você precisa.

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