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Minha Casa, Minha Vida responde por mais da metade dos lançamentos imobiliários

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Segundo pesquisa, 51% das propriedades lançadas no terceiro trimestre de 2018 foram para atender o programa estatal

Istock Photos

ColunaMarcoEusébio

Uma pesquisa publicada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em dezembro do ano passado mostrou que metade - ou 51% - de todos os lançamentos imobiliários no Brasil no terceiro trimestre de 2018 foi impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Entre julho e setembro, 21,4 mil propriedades foram lançadas no país, um volume 30% maior do que no terceiro trimestre de 2017. Se a comparação for feita com o segundo semestre do ano passado, o mercado também registrou melhoras: 17,4% mais construções. Dos 21,4 mil, 10,8 mil imóveis foram erguidos no âmbito do programa estatal.

Os dados corroboram o otimismo do mercado imobiliário com as tendências para o setor em 2019: em novembro, o governo federal publicou que o orçamento do próximo ano prevê R$ 69,8 bilhões em subsídios, valor cerca de R$ 23 bilhões inferior ao previsto para 2018.

Ainda assim, o programa Minha Casa, Minha Vida não deve deixar de ocupar um papel importante nos gastos estatais: é o terceiro maior setor de repasses, com R$ 3,47 bilhões previstos para construção de novas casas.

O estudo foi feito considerando 19 regiões brasileiras que, segundo a entidade, representam 91,1% de todas as propriedades lançadas no país.

De acordo com a CBIC, o Norte registrou o maior crescimento do setor no período: uma alta de 1.080% em relação ao terceiro trimestre de 2017, com um total de 1,2 mil novas moradias. No Sudeste, o sistema imobiliário teve o maior número absoluto de lançamentos, com 12,9 mil unidades, uma expansão de 16,3% na comparação com o registrado entre julho e setembro do ano passado. O Nordeste teve queda de 8,9%, com 2,1 mil unidades lançadas no período.

A Região Sul teve o maior número proporcional de unidades lançadas pelo Minha Casa, Minha Vida: das 3,7 mil moradias, 2,3 mil saíram pelo programa. No Sudeste, 5,7 mil unidades foram lançadas pelo Minha Casa, Minha Vida, contra 5,6 mil pelo restante do mercado. A Região Norte teve a menor participação do governo federal, foram 940 unidades pelo mercado e 288 pela política habitacional.

A grande notícia para o setor imobiliário em 2018 foi dada em julho pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), quando uma pesquisa da entidade mostrou que o mercado cresceu 11,5% entre junho de 2017 e o mesmo mês de 2018 em relação aos 12 meses delimitados anteriores. É quase um negócio a mais fechado em cada leilão de imóveis.

Além disso, houve uma alta de 34,4% nos lançamentos de empreendimentos imobiliários no país no mesmo período. Para a entidade, os números significam que o setor reagiu à crise econômica que retraiu as vendas nos anos anteriores.

Levando em conta apenas o segundo trimestre do ano, as vendas de imóveis cresceram 41,5% no país em relação aos meses de abril a junho de 2017: foram 25,6 mil unidades vendidas. Parte do impulso foi dada pelos empreendimentos de alto padrão, que tiveram um avanço total de 31,8% nos três meses.

No entanto, o grande salto do setor foi dado por causa do programa Minha Casa, Minha Vida, que significou um aumento de 41,3% nas aquisições. No relatório final da Abrainc, o segundo trimestre de 2018 se encerrou com crescimento de 39,6% nos lançamentos e 8,1% nas vendas.

Outra pesquisa, feita pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e publicada no mês passado, aponta que houve um crescimento de 24,6% nas vendas de unidades residenciais em julho de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, registrou-se uma queda de 32,6% em comparação com junho de 2018.

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