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Casos de sarampo registram queda de 99% no período de pandemia

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Medidas de contenção do coronavírus contribuíram para redução de infectados pela doença

iStock

ColunaBem-Estar

O número de casos de sarampo no estado de São Paulo teve queda de 99% em relação ao ano passado, apresentando, até o dia 10 de agosto, apenas cinco casos. Em 2020, o mesmo período registrou 772 casos, e a drástica redução é atribuída principalmente às medidas de segurança contra a Covid-19.

Os casos registrados ocorreram em Campinas, São Bernardo do Campo, Americana, Altinópolis e na capital paulista. Todos ocorreram em crianças de até 9 anos de idade – havia histórico de comorbidades entre elas e óbitos não foram registrados.

O vírus do sarampo, assim como o da Covid-19, se espalha através de gotículas em aerossol, espalhadas pelo ar. Com a proteção das vias respiratórias, através de máscara, incentivo à higiene das mãos e ao distanciamento social, o contágio se tornou consideravelmente mais difícil.

Desde o início da pandemia de coronavírus, no primeiro semestre de 2020, o governo do estado de São Paulo tem agido a favor de políticas de contenção. O uso obrigatório das máscaras e as estratégias de quarentena foram essenciais na redução dos casos de Covid e contribuíram significativamente para essa redução nos casos de sarampo, que, em 2020, registram um total de 883 infectados e, em 2019, estiveram no auge, com 17.975 infectados e 18 mortes.

Os dados são do governo estadual de São Paulo, e entre eles nota-se que todas as crianças infectadas em 2021 não possuíam esquema vacinal completo. Essa informação aponta diretamente para o problema central: a vacinação contra o sarampo.

Segundo Helena Sato, médica da divisão de imunização da secretaria, em entrevista à Agência Brasil, apesar da queda, o problema ainda persiste, e a cobertura da vacinação permanece abaixo da meta necessária entre crianças de até 1 ano de idade. A meta é imunizar 95% dessa população, mas em 2020 a cobertura foi de apenas 85%.

O problema já vinha ocorrendo antes da pandemia de Covid-19, sendo resultado da falta de campanhas de vacinação, infraestrutura e capacitação de profissionais. Para que a doença não volte a se espalhar com as novas regras de flexibilização da pandemia de Covid-19, é esperado um plano de ação que possa fornecer as ferramentas necessárias.

Renovação de postos de saúde, capacitação de profissionais do curso de enfermagem e de medicina, além de campanhas de conscientização, são medidas que entram na lista como necessidade.

O sarampo pode ocasionar sérias complicações. A infecção é caracterizada por tosse, coriza, dor de garganta, olhos inflamados, febre e manchas avermelhadas na pele, e, se não for tratada, pode levar à pneumonia, encefalite e até à morte. Cada infectado tem a capacidade de transmitir a doença para até 18 pessoas.

Se não for tratada com seriedade, a doença pode se tornar um novo problema grave de saúde logo após o fim da pandemia de Covid-19.

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