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Terça-Feira, 12 de Maio de 2015, 07h:37
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Piscicultura de MS está mudando a matriz de produção com tilápia

Produção de Tilápia já alcança mil toneladas anuais

Elizângela Lemes
Capital News

Divulgação

Tilápia

Produção de tilápias é opção atrativa para piscicultores de MS

Na região de Dourados, os piscicultores de Mato Grosso do Sul estão modificando a matriz de produção ao incluir a tilápia na atividade e produção já alcança mil toneladas anuais. Até agora a matriz era formada por espécies nativas e adaptadas como, por exemplo,pacu, tambaqui e pintado.  Originária da África, a tilápia foi introduzida em várias localidades da América do Norte e do Sul. No Brasil, já se popularizou em todas as regiões e é muito apreciada pelo sabor leve e maciez da carne. “É o peixe mais consumido no país”, afirma o instrutor Maurício Cury, engenheiro agrônomo e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senar/MS), responsável pelo atendimento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Piscicultura (ATER).

Há um ano Cury atende um grupo de 24 produtores com propriedades na região de Dourados, Itaporã, Douradina e Laguna Caarapã, e diz que já é possível identificar uma mudança expressiva no manejo com a introdução da nova espécie. Enquanto o pescado tradicional demora até 15 meses para atingir tamanho e peso ideal, a tilápia está pronta a partir de sete meses. “Os pequenos produtores trabalhavam com cerca de seis espécies de peixes nativos, mas a demanda pela tilápia ofereceu uma possibilidade de aumentar a rentabilidade, já que fica pronta para consumo em um tempo bem menor”, explica.

Dados - Atualmente, este pescado é responsável por 43,1% da produção nacional, conforme dados divulgados pela pesquisa de pecuária animal do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em Mato Grosso do Sul, o acumulado é de 5,67 mil toneladas/ano, colocando o Estado na 16ª posição do ranking nacional, empatado com os estados do Piauí, Sergipe e Pará.
Levantamento da Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), aponta que as regiões com maior destaque na produção estadual são Grande Dourados e Cone Sul (Mundo Novo), na modalidade de tanque escavado, e Paranaíba e Aparecida do Taboado, em tanque rede.

Motivação - O produtor e pesquisador aposentado da Embrapa, André Melhorança trabalha com piscicultura há 20 anos na região de Dourados e iniciou o manejo com tilápia depois de avaliar as vantagens da produção. “Sou engenheiro agrônomo e já trabalhei com assistência técnica durante muitos anos. Acredito que a inclusão da espécie vai contribuir para melhoria da lucratividade dos produtores, desde que recebam apoio técnico e do poder público”, opina.

Outro piscicultor que está otimista com as mudanças no setor é Jaime Luiz de Mello, proprietário de três tanques em Dourados e que há 25 anos trabalha com peixe em cativeiro. “Apesar de estar no ramo há bastante tempo, acredito que devemos nos atualizar sempre e o programa do Senar/MS nos ofereceu este incentivo. O destino da minha produção sempre foi limitado mas agora, com esse apoio, pretendo iniciar o manejo de tilápia”, destacou.

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Festa do peixe

Festa do Peixe realizada em Dourados


Como começar - Para começar a produzir, o piscicultor pode conseguir aprovação de linhas de crédito, que começam a partir de R$ 30 mil por hectare, para investimento na escavação ou construção de tanques, animais e ração. A atividade permite integração com outras criações ou plantios diversos. “A piscicultura é uma excelente alternativa para produtores familiares quando realizada com tilápias, por oferecerem uma alternativa de ganho em menor tempo e com mercado garantido nos frigoríficos do Estado”, conclui Cury.

Nesse ano de 2015 haverá uma expansão do Programa e a equipe técnica do Senar/MS agendou para o mês de maio, uma série de visitas aos piscicultores de Campo Grande, Terenos e Jaraguari para divulgar o trabalho de ATER da Piscicultura e mobilizar novas turmas. Os produtores interessados em participar da assistência técnica e extensão rural podem se dirigir ao Sindicato Rural da sua região e buscar esclarecimentos sobre o programa ou entrar em contato com a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS)  pelo telefone (67) 3320-9700.

 

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