Na sexta-feira passada, como parte dos preparativos para a reunião que está ocorrendo em Roma, na Itália, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) apresentou um relatório em que reconhece o fenômeno.
O Agricultural Outlook 2007-2017 afirma que o aumento dos preços dos grãos no cenário mundial está associado a vários fatores, inclusive o "crescimento da renda popular e a mudanças na dieta de economias emergentes, em particular China e Índia".
A China é o exemplo mais extremo do que está ocorrendo em vários países. Em 1980, cada chinês comia por ano cerca de 20 quilos de carnes. Atualmente, a média anual per capita está acima dos 50 quilos, segundo dados da FAO.
O volume por pessoa na verdade não é alto. Nos Estados Unidos, maior consumidor per capita de carne do mundo, o volume total é mais do que o dobro. A China - assim como a Índia - faz a diferença por causa do tamanho de sua população, de mais de 1,3 bilhão de habitantes.
De acordo com dados da FAO, em 2007, a China consumiu 85 milhões de toneladas de carne, enquanto os Estados Unidos consumiram 38 milhões, e o Brasil, 16,7 milhões. (Globo Online)
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