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2025 Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026, 12:30 - A | A

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Retrospectiva 2025 - Mudanças climáticas

Falta de chuva foi preocupação no campo

Seca derrubou lavouras no início da safra, mas números finais mostraram recuperação parcial no Mato Grosso do Sul

Odirley Deotti
Especial para o Capital News

Em 2025, a seca severa no sul de Mato Grosso do Sul marcou a safra de soja e levou produtores rurais a solicitar decreto de emergência em diversos municípios da região. A falta prolongada de chuvas entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 comprometeu o desenvolvimento das lavouras, com registros de perdas que chegaram a 70% em áreas mais afetadas, segundo técnicos e entidades do setor.

Ao longo do período, levantamentos da Famasul, Aprosoja-MS e do Projeto SIGA-MS apontaram que cerca de metade da área plantada no Estado enfrentou estresse hídrico, com impacto mais intenso no sul, onde municípios como Dourados, Itaporã, Douradina e Glória de Dourados apresentaram forte queda de produtividade. Em algumas lavouras, o rendimento ficou abaixo de 30 sacas por hectare, bem distante da média histórica.

Com a chegada irregular de chuvas no fim do ciclo e avanço da colheita ao longo de fevereiro e março, os danos já estavam consolidados, sobretudo nas áreas plantadas mais cedo. Porém, o cenário ganhou novos contornos em abril. Dados do Siga-MS mostraram que 98,3% da área cultivada havia sido colhida, totalizando cerca de 4,4 milhões de hectares. A produtividade média, inicialmente estimada em 51,7 sacas por hectare, foi revisada para 54,4 sacas após amostragens de campo, elevando a projeção de produção para 14,6 milhões de toneladas. O volume representou crescimento de 11,4% em relação à safra anterior, mesmo com os impactos climáticos registrados no início do ciclo.

A área plantada alcançou 4,5 milhões de hectares, alta de 6,8% na comparação anual. Apesar de 51% das lavouras terem sido afetadas por estresse hídrico, sobretudo nas áreas semeadas entre setembro e outubro, os resultados finais consolidaram uma recuperação parcial ao longo da safra. O desempenho de 2025 ficou marcado pela combinação de perdas regionais expressivas e uma produção estadual acima das expectativas iniciais.

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