Os vereadores da base do prefeito Gilmar Olarte saíram otimistas da reunião que tiveram no final da tarde desta quinta-feira com o prefeito para ‘afinar a viola’, como definiram os parlamentares em sessão legislativa.
Após admitir que estaria faltando diálogo entre o executivo e o legislativo, o presidente da Casa, vereador Mário César, disse que a conversa contou com ampla participação da base e que os parlamentares cobraram maior proximidade de Olarte com a Câmara.
“O que pautamos foi a necessidade de maior harmonia com o prefeito, conversamos sobre a proximidade do Secretário de Governo com a casa e também sobre a representatividade do líder do prefeito, vereador João Rocha, que por motivos particulares, tem se afastado um pouco”, disse o presidente Mário Cesar. A ausência de João Rocha se deve a problemas de saúde de sua esposa.
Mário Cesar ainda acrescentou que o secretariado de Olarte também foi discutido. Sobre as incertezas que rondam a Seintrha, pasta que cuida das obras da Capital e a Semadur, de planejamento urbano, o vereador disse que cobrou uma definição do prefeito, o que, segundo Olarte, seria dado ainda nesta semana.
Na Seintrha, depois da exoneração do engenheiro Semy Ferraz, a adjunta Katia Castilho assumiu interinamente, porém até hoje, quase um mês depois, ela continua como interina, o que, segundo cobrança do vereador Chiquinho Telles, causa insegurança dos servidores e instabilidade na gestão de uma pasta.
A preocupação de Telles é a possível nomeação de César Afonso, aliado político do prefeito e que pleiteia uma vaga no primeiro escalão municipal. “Seintrha não é lugar de colocar amigo”, disse Telles ao Capital News, lembrando que a pasta exige a titularidade de um técnico da área, e não um historiador como Cesar Afonso. “Não falo estou contra o César Afonso, mas falo sobre uma questão técnica”, esclarece Telles. Outra possibilidade é a inserção de Afonso na Semadur, pasta que ocupou na gestão passada, o que também pode resultar em instabilidade no órgão com as expectativas de mudança.
Já o líder do prefeito rejeita qualquer especulação e diz que não há cobranças entre o legislativo e o executivo municipal. “Não cobramos o prefeito sobre o secretariado, apenas conversamos sobre como melhorar a harmonia dos poderes”.
Segundo o vereador Mario Cesar, foi definido que prefeito e vereadores fariam ao menos uma reunião por mês, o que deve ser positivo para a harmonia entre os poderes.
