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Sexta-Feira, 08 de Julho de 2016, 14h:36
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Relatório aponta desvio nos cofres da previdência municipal de Campo Grande

As receitas podem ser verificadas em tabelas de 2013 e 2014 que foram publicadas no site do IMPCG

Patrick Alif
Capital News

Assessoria/Prefeitura Municipal de Campo Grande

O Instituto de Previdência da capital tem rombo de R$ 109 milhões

O Instituto de Previdência da capital tem rombo de R$ 109 milhões

Alguns relatórios do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) DE 2013 e 2014 apontam que a prefeitura se apropriou de dinheiro que deveria ser destinado ao pagamento de pensões e aposentadorias.


O prefeito Alcides Bernal (PP) e o prefeito afastado Gilmar Olarte (Pros) são questionados a respeito do rombo de R$ 109,7 milhões verificado nos cofres do IMPCG entre os anos de 2012 e 2016.

 

Denilson Secreta/Assessoria

Coronel David (PSC) Afirma que os dados apontam indícios de apropriação indébita do dinheiro público

Coronel David (PSC) afirma que os dados apontam indícios de apropriação indébita do dinheiro público

Os dados foram demonstrados pelo deputado estadual Coronel David (PSC), em sessão da Assembleia Legislativa. Ele afirmou que as receitas e despesas que estão disponíveis no site do IMPCG de 2013 e 2014, deixam perceptível valores discrepantes.


Entre 2012 e 2014, os relatórios apontam um aumento da contribuição do servidor, ao mesmo tempo que há uma redução na contribuição patronal, de R$ 75,3 milhões em 2013 para 60,3 milhões em 2014.


Entre os meses de outubro e novembro de 2013, é mais notória a diferença de valores. O relatório mostra que há uma redução de pouco mais de 4,6 milhões na contribuição dos servidores em exercício. Também foi verificada a redução patronal de R$ 4,1 milhões.


A contribuição dos servidores totalizava R$ 6 milhões em agosto de 2014, e, em setembro do mesmo ano, caiu para R$ 348 mil. Em outubro, o fundo recolheu apenas R$ 57,6 mil dos servidores.

  
Segundo Coronel David, os dados discrepantes entre um mês e outro causam estranheza. “Esses números apontam indícios de apropriação indébita do dinheiro público, em razão dos valores terem caído bruscamente entre agosto e outubro de 2014”, afirmou.


O deputado estadual criticou ainda o silêncio de Bernal. “As explicações contidas em notas publicadas nos Diograndes 4579 e 4606, a respeito do assunto, são meras bravatas e não possuem nenhuma técnica e nem resolutividade do grave problema que assola o futuro do servidor público”, conclui.


A média de 7 milhões, relacionada a contribuição patronal, caiu para 450 mil em setembro, 73,9 mil em outubro e 31,5 em novembro. O período coincide com o período em que Gilmar Olarte (Pros), alegava crise financeira no município. 


O parlamentar do PSC também criticou a demora na divulgação do relatório de despesas e receitas do município. “A partir de setembro de 2014 a contribuição patronal teve queda e está obscura em relação ao que aconteceu a partir de 2015, uma vez que este relatório não está presente no Portal da Transparência”, salienta Coronel David.

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