A crise entre o executivo e o legislativo municipal pode estar prestes a ter um fim. Ou, pelo menos, pode ser minimizada com a tão sonhada reforma política. Segundo o líder do prefeito na Câmara Municipal, o vereador Alex do PT, nesta terça-feira (29) às 16 horas, haverá uma reunião no gabinete de Alcides Bernal (PP) para definir a composição da base na Casa de Leis.
Alex disse na manhã de hoje que durante a reunião serão abordadas as reivindicações feitas pelo Partido dos Trabalhadores, principal aliado do prefeito na Câmara. Segundo o parlamentar uma das imposições do partido será para que todos os secretários municipais, inclusive do PT, coloquem seus cargos à disposição para que seja feita uma reforma política na administração.
Uma das questões centrais do encontro será a definição do secretário de Governo. O vereador afirmou que o partido avaliou a necessidade de um articulador político, e segundo ele, o nome mais cotado para o cargo é de Athayde Nery (PPS). Alex, porém, não descartou outras indicações como a do vereador João Rocha (PSDB), e Pérsio Andrade, secretário de Governo do ex-prefeito Juvêncio César da Fonseca, e ainda existe a possibilidade da atual secretária de Assistência Social, Thaís Helena, deixar a pasta para assumir a função.
Sobre o conselho político, uma das solicitações do PT para se manter na base aliada, o líder do prefeito afirmou que os nomes do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), senador Delcídio do Amaral (PT), o ex-vereador Marcelo Bluma (PV) e o vereador Zeca do PT podem compor o conselho. Em um segundo momento, de acordo com Alex, pretendem ampliar a base com o PDT, e nesse caso, haverá tratativas com o presidente estadual João Leite Schmidt.
Alex do PT também afirmou que querem buscar uma boa relação institucional com o governador André Puccinelli (PMDB). “Não queremos o Puccinelli como inimigo”, disse o líder do prefeito.
Questionado sobre a possibilidade de ter que deixar a Casa de Leis com a reforma política, o parlamentar disse que está para jogar em qualquer posição. “De atacante a vendedor de pipoca no estádio”, disse Alex do PT.

