Álvaro Resende/Portal MS

Citricultura ganha força e projeta novo ciclo econômico em Mato Grosso do Sul
As fortes chuvas e os ventos acima da média registrados durante o mês de julho no cinturão citrícola paulista acenderam o alerta entre produtores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições climáticas podem provocar perdas nos pomares, reduzir a qualidade das frutas e atrasar o ritmo da colheita.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário é incomum para esta época do ano, quando normalmente predominam dias secos nas principais regiões produtoras de citros.
Entre os possíveis impactos estão danos aos pomares e prejuízos ao teor de sólidos solúveis das frutas (grau Brix), indicador importante para a indústria de suco.
Por outro lado, o maior volume de chuvas pode favorecer a indução floral e contribuir para o desenvolvimento da próxima safra, desde que as condições climáticas se estabilizem nos próximos meses.
O Cepea destaca que os efeitos ainda estão sendo avaliados, mas ressalta que o clima atípico agrava um cenário já desafiador para os citricultores, pressionados pelos prejuízos causados pelo greening, doença que provoca a queda prematura dos frutos e reduz a produtividade dos pomares.
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