Michael Faustino/Capital News

Presidente da Casa de Leis, João Rocha, fala sobre indiciamento do procurador André Scaff
Após Investigar os bens do procurador jurídico da Câmara Municipal de Campo Grande, André Scaff, o Ministério Público Estadual (MPE) constatou possível recebimento no valor de R$ 10 milhões em propina de empresas que mantinham contratos com a prefeitura de Campo Grande.
Com base nesta investigação, o MPE apresentou ação civil de improbidade administrativa na Justiça contra André Scaff, a esposa, Karina Mauro Scaff, e outras 33 empresas e seus respectivos representantes.
A renda de Scaff é incompatível com o acúmulo de bens do servidor. O funcionário público foi admitido em 1º de março de 1985 por meio de concurso público e a remuneração de seu cargo corresponde a R$ 2.575,76, valor este que recebe adicional por tempo de serviço de 5% a cada cinco anos, além de 100% do vencimento base.
De acordo com o presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha, “o servidor está afastado,
Deurico/Capital News

De acordo com MPE, André Scaff utilizou função de servidor público para receber vantagem ilícita
respondendo as acusações conforme solicitado pelo Ministério Público Estadual, enquanto não houver nada concreto, informações confirmadas, o servidor segue afastado, sem a necessidade de implantação de uma apuração administrativa. Não consta nenhuma informação de que durante o tempo em que esteve aqui, trabalhando conforme concurso público ao qual foi contratado, efetuando as suas funções que o mesmo tenha agido de má fé. Caso seja comprovado e existam provas concretas de que o mesmo praticou algo ilegal, temos uma estrutura jurídica excelente que estará pronta para apurar, porém, no momento não há nada que a Casa possa fazer, temos que aguardar as decisões do Ministério”, conclui presidente.