Segundo o levantamento realizado pelo Executivo municipal que apontou os principais problemas na administração, Campo Grande perdeu R$ 171 milhões que seriam destinados a projetos de habitação em 2013. O prefeito Gilmar Olarte (PP) apresentou relatório que revela que a falta da construção de uma escola em um conjunto habitacional fez com que o município perdesse os recursos federais.
“Nenhuma casa foi entregue em 2013”, afirmou Olarte. De acordo com o levantamento, a administração de Nelson Trad Filho (PMDB) deixou dois conjuntos habitacionais em andamento.
“O conjunto Nelson Trad, com 808 apartamentos, não foi entregue em função da falta de contratação de um projeto social exigido”, afirmou o chefe do Executivo. “Isso é um detalhe, uma mixaria”, disse.
Já, o Conjunto José Macksoud, com 482 unidades, não foi entregue por falta de licitação para o centro comunitário e ausência de alvará para a construção de casas adaptadas para pessoas com deficiências.
Segundo o prefeito, o município perdeu R$ 171 milhões destinados para projetos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, pelo descumprimento da contrapartida. “A contrapartida para o município era a construção de uma escola no conjunto habitacional, porém, o ex-prefeito (Alcides Bernal) não autorizou a construção e as casas não foram construídas”, afirmou Olarte. O conjunto habitacional abrigaria 4.500 novas casas.

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Foto: Deurico/Capital News
Para solucionar o problema do déficit habitacional, o prefeito assegurou que esteve na última quarta-feira em Brasília (DF) em reunião na Casa Civil. “Hoje estamos recebendo a visita de um grupo de pessoas ligadas à Casa Civil, para discutirmos a construção de 4.700 casas, e se tudo estiver certo, a construção deve começar daqui a três meses”, disse Olarte.
Segundo o prefeito, ainda hoje deve se reunir com quatro servidores do Ministério das Cidades, e com o secretário estadual de Habitação, Carlos Marun, para viabilizar a construção de mais 1.500 unidades habitacionais. “Deve ser o mais rápido possível, para ontem, porque não dá mais para esperar”, disse Gilmar Olarte.
