A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se manifestou favorável, nesta segunda-feira (22), à saída imediata do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) do cargo. A posição foi dada pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia.
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Ele falou que o senador, que saiu da prisão na última sexta-feira, "não tem condições morais", neste momento, para reassumir sua vaga no Congresso – o petista foi libertado depois de ter sido preso acusado de obstruir as investigações da Lava Jato.
Para Lamachia, ouvido pela Folha de S. Paulo, impedir que Delcídio continue no Senado seria bom para as apurações do esquema de corrupção da Petrobras.
"As gravações tornadas públicas que mostram o teor da atuação do senador Delcídio do Amaral em favor de um dos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras são motivo para que ele não reassuma seu mandato", afirmou o presidente da entidade.
"O senador Delcidio deve ter acesso à ampla defesa e ao devido processo legal nas ações que pesam contra ele, mas não tem, neste momento, condições morais de ocupar uma vaga no Senado da República. Afastá-lo do poder que o mandato lhe confere também protege o bom andamento das investigações", completou o presidente da OAB.
A Folha diz que, caso tenha o mandato cassado, Delcídio perderia o chamado foro privilegiado e seu caso iria para a primeira instância.
Delcídio do Amaral era líder do governo no Senado quando foi preso, em 25 de novembro, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

