“Agora é hora de corrigir as “presepadas” que fizeram lá atrás. Agora sim estamos reorganizando Campo Grande, a “minha filha” Campo Grande. Não faça como a anta que estava na prefeitura antes Olarte.” Aproveitou a visita a entrega de casas no Jardim Carioca em Campo Grande, na manhã desta quarta-feira, (11) o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, aconselhando o prefeito da capital Gilmar Olarte (PP) sobre os destinos da capital em três meses na liderança da prefeitura. “Estou chorando, chego a ficar emocionado com a situação em que deixaram a minha Campo Grande. Não sou mais candidato a nada, mas quero que pensem no futuro de vocês aqui.
Vamos olhar para o futuro, independente de partido e quem vai tomar conta do nosso Estado daqui pra frente, sempre tem gente boa e gente ruim, não importa qual camisa defende. Aproveitem as eleições para verem bem em quem vão votar e quem colocarão a frente das coisas. Pesquisem, procurem saber quem é quem”. Dispara o governador ao comentar a insatisfação da gestão de Alcides Bernal (PP).
Legado
Aproveitando a oportunidade, o ex-prefeito Nelson Trad Filho comentou sobre as transformações recentes da capital e os rumos partidários para as eleições deste ano. “O novo PMDB está em fase de renascimento no Brasil. Não há divisão, apenas o que existe, são pessoas em minarem as nossas ações. Enquanto algumas pessoas dizem que nosso grupo anda de “busão” atrasado, eu afirmo que andamos numa locomotiva, que carrega sonhos. Continuo firme com o candidato Eduardo Campos, (PSB), ele é o mais preparado para construir um novo Brasil. Já para Campo Grande sempre será uma filha pra mim. Fiquei triste com os últimos acontecimentos e espero que as coisas melhorem. Ainda é cedo mas já vemos algumas mudanças positivas,chega de lembrar do passado, agora é só pensar no futuro e em fazer uma administração boa para todos, independente de quem esteja no comando”, pondera Nelson Trad Filho.

Governador em sonelidade na entrega da 1º etapa do residencial Nelson Trad
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
Balanço econômico
Falando sobre o déficit que ainda é grande Mato Grosso do Sul, o governador comemorou os resultados. “Nós temos 5.641 unidades para entregar mas nem todas estarão concluídas este ano. Temos que fazer parcerias com outros municípios para que prospecte recursos em Brasília, com parceria da Caixa Econômica e outras empresas mas o resultado está bom. Tenho a certeza de que fizemos o melhor e o impossível para Mato Grosso do Sul. Estávamos forçando a necessidade do habite-se que era para ser entregue no ano passado.
PMDBxPT
“Prestem atenção. Quem não votou na Dilma foi Fábio Trad, Geraldo Rezende e respeitamos democraticamente a decisão deles. Foram 20 votos pró-aliança PMDB/PT pró-Dilma e 6 votos discordando dessa posição no total de 398 votos contra 275. 58% contra 42%. A democracia é aquela que não se tem fidelidade partidária, aquela que se faz com consciência tranqüila".
O “novo PMDB”
"Hoje existe 42% de rebeldes no partido formando um novo PMDB. “O povo aposta na fratura do PMDB desde que ele foi fundado em 1966 dizendo que ele vai acabar e hoje ele é o maior partido do Brasil. Acredito que em 2018 teremos candidato próprio a presidência da república".
Visita a Brasília
“Temos belíssimas novidades mas quero que ainda se concretizem para falar a todos. Nós viemos de Brasília eufóricos e teremos muitas surpresas nas áreas rodoviárias, de concessões, na área de estruturação e melhoria logística de Mato Grosso do Sul", destaca o governador André Puccinelli.

Governador entregando as chaves durante evento no Jardim Carioca
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
