Após ser solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) volta ao Congresso já na segunda-feira. Porém, alguns parlamentares preveem constrangimentos com o retorno.
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Mesmo tendo uma relação de cordialidade com todos os senadores, alguns parlamentares confessaram ao jornal O Globo que o reencontro será difícil. No geral, a avaliação é de que a defesa de Delcídio será mais fácil com o retorno.
O Palácio do Planalto ainda não escolheu o sucessor do parlamentar na liderança do governo no Senado. Alguns senadores ainda apontam, de acordo com O Globo, que Delcídio ainda é líder, já que o cargo ficou vago. O gabinete do senador informou que ele vai discursar na próxima sessão.
Emoção
Ao saber que recebeu habeas corpus, o senador se emocionou, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Ele estava preso há 87 dias, por ser suspeito de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato.
Na prisão, Delcídio se isolou e recorreu à leitura. Livre, ele fica em recolhimento domiciliar, se recolhendo à noite e não pode deixar o Brasil, já que foi determinado que entregue o passaporte.
Defesa
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado vai se reunir na próxima quarta-feira (24) para discutir o pedido da defesa de Delcídio de destituir o relator do processo que pode cassar seu mandato. Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) diz não ver problemas em relatar o procedimento.
Os advogados argumentam que a decisão de abrir um processo de cassação de Delcídio veio de um membro do partido que assinou a representação. Rede e PPS entraram com o pedido, com aval do PSDB.
Já na segunda-feira (22), o presidente do Conselho de Ética, João Alberto de Souza (PMDB-MA) vai conversar com os membros do grupo, apesar da decisão só sair na quarta-feira.
*Com informações de O Globo, O Estado de S. Paulo e Agência Senado
Correção: o Capital News errou ao informar, induzido pela Agência Brasil, que o senador Delcídio do Amaral passou para o regime de prisão domiciliar. Na verdade, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) cita "recolhimento domiciliar", obrigando o parlamentar apenas a permanecer em casa durante à noite.

