Deurico Ramos/Capital News
Todos os candidatos convidados compareceram ao debate e puderam expor suas propostas
Foi realizado ontem (2) o último debate entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas Eleições 2018. O evento foi realizado pela afiliada da Rede Globo no estado, a TV Morena. O encontro foi marcado por muitas acusações e poucas propostas, sendo que o mais atacado foi atual governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB).
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A rua lateral da emissora foi fechada para receber os correligionários. No entanto, os únicos que apareceram foram os eleitores de Azambuja. Com muita música, gritos até membros de escola de samba, a cada declaração do candidato eles vibravam, dando a impressão de uma “torcida organizada”.
Em relação aos candidatos, eles entraram na emissora pela entrada principal. Além de Reinaldo, participaram os candidatos (em ordem alfabética): Humberto Amaducci (PT), João Alfredo (Psol), Juiz Odilon (PDT), Junior Mochi (MDB), Marcelo Bluma (PV) e Reinaldo Azambuja (PSDB).
Todos sem exceção não falaram com a imprensa na entrada e foram direto para o estúdio/auditório. dentro do local só poderia permanecer assessores, apoiadores e convidados da emissora. Já a imprensa ficou em uma área na parte externa do prédio, como uma televisão para acompanhar o debate.
O confronto teve início às 9h em ponto. Logo no primeiro bloco, com tema livre, houve muitas trocas de farpas entre os candidatos e o mais atacado, foi atual governador e líder nas pesquisas, Azambuja. O primeiro embate da noite foi protagonizado por João Alfredo e o governador que se acusaram um ao outro por corrupção. No entanto, Reinaldo questionou uma denúncia de o candidato do Psol havia sido indiciado por grilagem de terra, mas como o acusado não pode responder pediu direito de resposta, no qual foi aceito pela comissão julgadora.
Durante a fala, João Alfredo se defendeu alegando que a denúncia foi mentirosa, tanto que foi arquivada pela Ministério Público Estadual. Ainda se propôs a levar os documentos do processo para que duvide da sua inocência. Em contrapartida, após outra fala do candidato do Psol, Azambuja pediu direito de resposta, que foi negado pela comissão.
Outro embate foi entre Bluma e o Juiz Odilon. O candidato do Partido Verde lembrou que o magistrado foi denunciado por um ex-funcionário do seu gabinete por recebimento de propinas para proferir sentenças favoráveis a condenados. Durante a fala Bluma questionou que se o “Odilon alega inocência, e se diz enganado por um dos apenas seis funcionários que tinha em seu gabinete, como teria competência para governar o estado”.
Já o juiz alegou que “o funcionário não o enganou a mim, mas sim instituições como Ministério Público Federal e Polícia Federal e, por isso, terá que responder pelo desvio de verba e falso testemunho”.
Já no bloco posterior, os temas foram escolhidos pela produção do debate. Portanto, foi possível ouvir mais propostas, ao invés de apenas acusação. O primeiro tema sorteado foi “combate a corrupção” e a vez de fazer a pergunta foi o Juiz Odilon. Ele pediu para que o governador respondesse e fez uma pergunta direta para. “Vou ser direto, como combater a corrupção e ter mais transparência nas contas públicas do estado”, questionou.
Reinaldo respondeu que Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm mais acesso a transparência no Brasil, pois foi escolhidos pelos órgãos fiscalizadores um dos com mais acesso neste quesito no país. “para combater a corrupção devemos cada vez mais ser claros no que estamos fazendo no governo. Além disso, criar mecanismos que dificulte a ação de contraventores do dinheiro público”, explicou Reinaldo.
Já o juiz alegou que essa transparência alegada pelo governador não é real. “Devemos combater a política da propina, pois é esse fato que afunda os cofres públicos. Devemos criar mecanismos fiscalizadores e combater qualquer tipo de desvio de conduta”, afirmou.
Já no terceiro bloco, o tema mais debatido entre os candidatos foi a educação. Um consenso entre a oposição foi que o governo deve estimular a educação em período integral, pois é um mecanismo de tirar os jovens da criminalidade.
No quarto e último bloco, houve um embate entre Amaducci e Reinaldo. Ambos acusaram seus partidos por corrupção. O governador falou que o PT é protagonista do maior escândalo de corrupção da história do país. Jo o petista questionou o PSDB em diversos escândalos e cobrou a presença de Alckmin na campanha do governador, já que ele é acusado de desviar dinheiro da merenda escolar no estado de São Paulo.
Um surpresa no debate foi a postura de atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mocchi. Apesar ter sido próximo ao governo e ter tido boa relação com Azambuja nesses quatro anos de mandato, durante o debate ele se opôs duramente ao governador.
Por fim, os candidato fizeram suas considerações e falaram com a imprensa no término do debate. A reportagem do Capital News não conseguiu falar apenas com Mochi, que foi um dos primeiros a ir embora da emissora.










