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Política

Vereador cobra Prefeitura por atraso em projeto de monitoramento de glicose para diabéticos

Ronilço Guerreiro afirma que iniciativa já possui mais de R$ 500 mil em emendas parlamentares, mas ainda não saiu do papel em Campo Grande

João Gabriel Vilalba
Capital News

O vereador Ronilço Guerreiro demonstrou preocupação com a demora na implantação do projeto-piloto de distribuição de sensores digitais de monitoramento contínuo da glicose para pacientes com diabetes tipo 1 em Campo Grande.

Mesmo com recursos já garantidos pela Câmara Municipal e a aprovação do Programa Municipal Glicemia Sob Controle, o parlamentar voltou a cobrar da Prefeitura a divulgação de um cronograma para execução da iniciativa. O projeto conta com mais de R$ 500 mil em emendas parlamentares e é aguardado por centenas de famílias.

“Estamos entrando na segunda metade do ano e as famílias continuam sem uma resposta concreta sobre quando o projeto começará. A Câmara fez sua parte, aprovou a legislação e garantiu recursos. Agora é necessário que a Prefeitura apresente um cronograma e coloque a iniciativa em prática”, afirmou o vereador.

A proposta prevê, inicialmente, o atendimento de pacientes com diabetes tipo 1 acompanhados pela rede pública municipal de saúde. Os sensores permitem o monitoramento contínuo da glicose, reduzindo a necessidade de medições frequentes por meio de picadas nos dedos e fornecendo informações em tempo real para pacientes, familiares e equipes médicas.

Segundo Ronilço Guerreiro, além de proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes, a tecnologia pode contribuir para a prevenção de complicações associadas à doença e para a redução de custos futuros no sistema público de saúde.

“O projeto não é apenas uma questão de tecnologia. Estamos falando de prevenção, segurança e qualidade de vida para crianças, jovens e adultos que convivem diariamente com o diabetes. Os recursos existem e a população espera que essa política pública seja colocada em funcionamento”, destacou.

A expectativa é que o projeto-piloto sirva de base para uma futura ampliação do fornecimento dos sensores na rede pública municipal. Enquanto isso, pacientes e familiares seguem aguardando uma definição sobre o início da distribuição dos equipamentos.

O vereador afirmou que continuará acompanhando o andamento da proposta e cobrando providências do Executivo Municipal para que o programa seja efetivamente implementado.

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