Tramita na Câmara Municipal de Corumbá, distante 427 quilômetros de Campo Grande, um projeto de lei que institui, no Calendário Oficial do Município, a Semana do Orgulho Corumbaense, destinada à valorização da história, da cultura, da memória, do patrimônio e da identidade local.
De autoria da vereadora Hanna Ellen Santana, a proposta prevê que a Semana seja realizada anualmente no período que compreenda o aniversário da cidade, reunindo ações educativas e culturais destinadas à valorização da história, da memória coletiva, do patrimônio material e imaterial e da identidade corumbaense, como forma de reconhecer as pessoas que mantêm viva a cultura local.
A iniciativa contempla artistas, artesãos, escritores, músicos, pintores, historiadores, pesquisadores, produtores, mestres da cultura e demais trabalhadores que contribuem para preservar e transmitir os saberes e as expressões culturais de Corumbá.
“Comemorar o aniversário de Corumbá também significa reconhecer as pessoas que construíram e continuam construindo a nossa identidade. São artistas, artesãos, músicos, escritores, mestres da cultura e tantos outros trabalhadores que preservam nossas tradições, contam nossa história e levam o nome da cidade para além das nossas fronteiras”, destaca Hanna.
O projeto parte do entendimento de que a história de Corumbá não está presente apenas nos prédios e monumentos. Ela também vive nas famílias, nos bairros, nos conhecimentos populares, nas manifestações religiosas, na música, na dança, na culinária, no artesanato e nas memórias transmitidas entre as gerações.
Em sua justificativa, a vereadora ressalta a diversidade que compõe a identidade corumbaense, formada por influências indígenas, afro-brasileiras, pantaneiras, fronteiriças, ribeirinhas, rurais e urbanas, além das contribuições de imigrantes e comunidades tradicionais.
Para Hanna, preservar essa identidade também exige apresentar às crianças e aos jovens as pessoas que deixaram sua contribuição para a história, a literatura e as artes de Corumbá.
“Uma criança corumbaense precisa crescer sabendo quem foi Izulina Xavier e por que suas esculturas se tornaram parte da paisagem e da memória da nossa cidade. Precisa conhecer escritores corumbaenses; os trabalhos da Marlene Mourão, por exemplo, além de tantos outros personagens da nossa história que contribuíram com a educação e com o social, como o Padre Pascoal e Padre Ernesto, sem contar inúmeros professores que também formaram nossa identidade”, lembra.
A vereadora prosseguiu afirmando que “esses nomes não podem ficar restritos aos livros ou às homenagens pontuais. Eles precisam estar presentes nas escolas e na programação cultural, porque uma cidade que apresenta seus personagens às futuras gerações protege a própria identidade”.
Entre as atividades que poderão ser realizadas durante a Semana estão palestras, exposições históricas, fotográficas e artísticas, feiras, oficinas, apresentações culturais, encontros com agentes culturais e visitas a prédios, monumentos e espaços de relevância histórica.
As ações terão caráter facultativo e poderão ser desenvolvidas por instituições públicas e privadas, escolas, universidades, organizações da sociedade civil, grupos culturais e demais interessados, respeitando o planejamento e a autonomia de cada participante.
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