Empreendedores que atuam no Camelódromo de Campo Grande se reuniram nesta semana, na Câmara Municipal, para discutir alternativas jurídicas que possam garantir maior segurança para a permanência e o funcionamento dos estabelecimentos no local.
A proposta discutida no encontro é encontrar mecanismos legais que permitam enquadrá-los como permissionários do Poder Público, em modelo semelhante ao adotado pelos lojistas que atuam no piso térreo do centro comercial.
A agenda contou com a participação de representantes do Poder Legislativo, da Associação dos Vendedores Ambulantes (AVA) e do Poder Executivo, representado pelo secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha.
O objetivo foi ouvir as demandas dos empreendedores e buscar caminhos jurídicos e administrativos para garantir maior estabilidade à atividade comercial desenvolvida no espaço.
Segundo o vereador Silvio Pitu, a reivindicação partiu dos próprios empresários que atuam no piso superior.
“Fomos acionados por esses empresários, que buscam atuar no camelódromo com o título de permissionários do espaço. Hoje, eles correm o risco de anoitecer e não amanhecerem no local por falta de segurança jurídica. Por isso, viabilizamos esse encontro com o Poder Legislativo e representante do Executivo em busca de soluções para resolver essa questão”, enfatizou Pitu.
O vice-presidente da AVA, Runi Costa, afirmou que a entidade acompanha a reivindicação dos comerciantes e pretende buscar alternativas que estejam de acordo com as normas da associação.
“Acompanhamos a petição dos lojistas que ocupam atualmente o piso superior do camelódromo e buscam atuar como permissionários. Vamos em busca de soluções de acordo com o que o estatuto permite.”
Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, a reunião representa uma oportunidade de ouvir diretamente os comerciantes e construir soluções para fortalecer a atividade econômica.
“Promovemos uma escuta ativa dessa comunidade que ocupa hoje o piso superior do camelódromo e busca uma atuação com maior segurança jurídica. Esse é o papel da Câmara, acolher essas demandas e buscar soluções integradas para fomentar o empreendedorismo e fortalecer o comércio da Capital”, declarou Papy.
A discussão, que contou ainda com a participação do vereador Otávio Trad, deverá prosseguir entre representantes dos empreendedores, da AVA, da Câmara Municipal e do Executivo Municipal, com a avaliação dos instrumentos jurídicos disponíveis para atender à reivindicação dos comerciantes.
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