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TJMS

Prefeito de Terenos segue monitorado por tornozeleira eletrônica após decisão judicial

Medida cautelar está relacionada à Operação Spotless, deflagrada em setembro de 2025

João Gabriel Vilalba
Capital News

Reprodução/ Prefeitura de Terenos

O prefeito Henrique Budke segue utilizando tornozeleira eletrônica

O prefeito Henrique Budke segue utilizando tornozeleira eletrônica

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) manteve as medidas cautelares impostas ao prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), que continuará usando tornozeleira eletrônica durante sua rotina na prefeitura após assumir o cargo, em junho deste ano.

Segundo a decisão, o monitoramento eletrônico também permanece para outros 14 réus do processo. Conforme determinado pela Justiça, o grupo deverá utilizar tornozeleira eletrônica até 27 de dezembro.

Desde que assumiu o cargo, Budke anulou contratos com empresas investigadas e chegou a fechar temporariamente o Paço Municipal para reorganizar as rotinas administrativas. Depois disso, segundo o relato, não realizou novas aparições públicas.

Operação Spotless

O prefeito Henrique Budke e outros 14 investigados foram presos no âmbito da Operação Spotless, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) em 9 de setembro de 2025.

Na ocasião, foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP).

Durante as investigações, o Ministério Público apontou Budke como suposto líder da organização criminosa investigada.

Segundo a apuração, o grupo teria núcleos com funções definidas. Servidores públicos são suspeitos de fraudar processos licitatórios para direcionar os resultados e favorecer determinadas empresas.

Ainda conforme a investigação, os editais teriam sido elaborados de forma direcionada, com o objetivo de simular uma competição regular entre as empresas participantes. Somente no último ano analisado, o valor das supostas fraudes teria ultrapassado R$ 15 milhões.

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