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Judiciário Quinta-feira, 06 de Fevereiro de 2025, 13:05 - A | A

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MPMS

Ministério Público Estadual investiga atraso em exames de cintilografia

Pelo menos 700 pacientes aguardam procedimento essencial para diagnóstico precoce em Campo Grande

Vivianne Nunes
Capital News

Divulgação

Legenda Fila para exames de câncer em MS é alvo de investigação do Ministério Público

Legenda Fila para exames de câncer em MS é alvo de investigação do Ministério Público

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação para apurar a demanda reprimida de exames de cintilografia em Campo Grande, procedimento fundamental para prevenir e diagnosticar doenças graves, como o câncer. Um levantamento preliminar da 32ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da Saúde na capital, identificou que 741 pacientes aguardam na fila para realizar o exame.

A cintilografia é crucial para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de diversas condições de saúde, e a demora em sua realização pode comprometer a eficácia dos tratamentos, principalmente em casos de câncer. Em decorrência disso, a Promotoria instaurou um inquérito civil para verificar se os três hospitais habilitados como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) na cidade estão cumprindo a obrigação de oferecer esses exames.

Atualmente, os hospitais sob investigação são a Santa Casa, o Hospital do Câncer Dr. Alfredo Abrão e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, todos credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar assistência especializada a pacientes com câncer.

A Promotora de Justiça Daniella Costa, responsável pelo caso, destacou na portaria de instauração do inquérito que “a falta ou insuficiência de exames de diagnóstico nesse serviço tem ocasionado a demora para o início do tratamento, em prejuízo ao devido tratamento oportuno, integral, adequado e eficaz no âmbito dos serviços públicos da capital.”

Para subsidiar a investigação, o MPMS enviou ofícios à Secretaria de Estado de Saúde e à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau). As pastas terão 20 dias para informar se o Hospital Regional está ofertando os exames de cintilografia obrigatórios para a habilitação como Unacon, o quantitativo de exames realizados nos últimos seis meses, as medidas que serão adotadas para atender os 741 pacientes na fila de espera e se esses pacientes foram incluídos no programa “MS Mais Saúde, Menos Fila”, lançado pelo governo estadual em 2023 para reduzir a demanda reprimida em diversas especialidades médicas. A Sesau também deverá prestar esclarecimentos sobre o andamento do processo licitatório para o credenciamento de novas clínicas especializadas na cidade.

A demora na realização de exames como a cintilografia pode ter consequências graves para os pacientes, principalmente para aqueles em tratamento de câncer, já que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir complicações. A investigação do MPMS visa garantir que os hospitais cumpram suas obrigações e que os pacientes tenham acesso aos serviços de saúde de forma ágil e eficiente.

Caso sejam identificadas irregularidades, o Ministério Público poderá adotar medidas judiciais para assegurar o cumprimento das normas e a melhoria no atendimento à população.

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