Rosinei Coutinho/STF
Ministra Carmen Lúcia se diz encergonhada pelos casos envolvendo o STF e Banco Master e pede desculpas aos brasileiros
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou estar envergonhada durante o julgamento sobre mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a ministra, o sentimento está relacionado ao fato de, a menos de 20 dias das eleições, "estarem todos voltados a questões" do Supremo.
Cármen Lúcia afirmou ainda que o Poder Judiciário existe para "tranquilizar o povo", mas que o STF "gerou intranquilidade" nos últimos dias, "inebriando o sentimento de justiça da cidadania brasileira".
"Eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa. Eu disse: eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias",relatou.
A ministra também pediu desculpas pela situação envolvendo o STF.
Rosinei Coutinho/STF
Ministra Carmen Lúcia se diz encergonhada pelos casos envolvendo o STF e Banco Master e pede desculpas aos brasileiros
"Eu estou pedindo desculpas à Vossa Excelência, pedindo desculpa a todos os colegas por não ter ajudado a que a gente superasse tudo isso de uma maneira mais rápida. Eu peço desculpa ao povo brasileiro, talvez tenha esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais. Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor para poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui", destacou.
As declarações ocorreram após os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votarem pela análise conjunta dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, além de Mendonça e Luiz Fux, votaram pela manutenção dos julgamentos separados.
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Cármen Lúcia acompanhou Fachin, deixando o placar em 4 a 4 pela análise simultânea dos casos.
O ministro Flávio Dino, no entanto, já havia pedido vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Com isso, o julgamento será suspenso após as antecipações dos votos, e Dino terá até 90 dias para devolver o processo para análise do plenário.
Sessão Extraordinária - 15/9/2026
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