Divulgação/ Santa Casa de Campo Grande

O procedimento é fundamental para diagnosticar problemas como incontinência, obstruções e alterações neurológicas
A demora de até 35 meses para realizar exame que avalia o funcionamento da bexiga e do trato urinário na rede pública de Campo Grande virou alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O procedimento é fundamental para diagnosticar problemas como incontinência, obstruções e alterações neurológicas.
Diante da situação, a 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública instaurou inquérito civil para apurar as causas da espera prolongada. Segundo o órgão, relatórios apontam que, nos últimos seis meses, a quantidade de exames realizados ficou muito abaixo do necessário para reduzir a demanda acumulada.
Atualmente, 1.393 pacientes aguardam pela avaliação urodinâmica na fila do sistema público de saúde. O Ministério Público também identificou divergências entre a quantidade de procedimentos prevista nos contratos com hospitais e o número efetivamente realizado.
O procedimento é feito em quatro unidades habilitadas: Santa Casa, Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), Hospital do Câncer Alfredo Abrão e Hospital São Julião. O MP solicitou à Secretaria Municipal de Saúde dados atualizados da fila, tempo médio de espera e medidas para ampliar a oferta do exame, enquanto a Secretaria Estadual de Saúde também deverá se manifestar sobre a organização do serviço.
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