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Eleições 2026

Deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul gastaram entre R$ 8,53 e R$ 49,24 por voto

Os oito eleitos declararam R$ 14,8 milhões em despesas; média foi de R$ 17,39 por voto

Elaine Oliveira
Capital News

Cleia Viana/Câmara dos Deputados, Deurico/Arquivo Capital News e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Dagoberto Nogueira (PP), Beto Pereira (Republicanos), Rose Modesto (União Brasil) e Rodolfo Nogueira (PL)

Dagoberto Nogueira (PP), Beto Pereira (Republicanos), Rose Modesto (União Brasil) e Rodolfo Nogueira (PL)

Os oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul gastaram entre R$ 8,53 e R$ 49,24 por voto nas eleições de 2026, conforme dados do DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral. Juntos, os parlamentares declararam R$ 14,8 milhões em despesas de campanha e receberam 852.855 votos, com custo médio de R$ 17,39 por voto.

O maior custo por voto foi registrado por Dagoberto Nogueira (PP), que declarou R$ 2,8 milhões em despesas e recebeu 56.217 votos, o equivalente a R$ 49,24 por voto. Já Marcos Pollon (PL) teve o menor custo entre os eleitos: declarou R$ 1,2 milhão e conquistou 140.129 votos, com média de R$ 8,53 por voto.

Em volume total de despesas, Dagoberto Nogueira também liderou entre os eleitos. Em seguida aparece Rose Modesto (União Brasil), com R$ 2,5 milhões declarados e 124.409 votos, o que corresponde a R$ 20 por voto. Entre os candidatos que não conseguiram se eleger e registraram despesas, o custo médio foi de R$ 44,13 por voto.

R$ 14,8 milhões
em despesas declaradas pelos 8 eleitos
R$ 17,39
por voto, em média (não eleitos: R$ 44,13)
R$ 49,24
o voto mais caro, de Dagoberto Nogueira

O levantamento considera o total de despesas contratadas declarado por cada candidato e os votos do resultado oficial do TSE. Os números ainda podem mudar, porque os candidatos podem atualizar a prestação de contas.

• Saiba mais sobre: Primeiro turno das eleições 2026

Quanto custou cada voto dos 8 deputados federais eleitos por MS
Despesas de campanha declaradas divididas pelos votos de cada eleito. Em azul, o voto mais caro e o mais barato. Média dos oito: R$ 17,39 por voto.
Dagoberto Nogueira (PP)
 
R$ 49,24
gasto R$ 2.767.916,30 · 56.217 votos
Beto Pereira (Republicanos)
 
R$ 30,41
gasto R$ 2.356.336,12 · 77.485 votos
Rose Modesto (União Brasil)
 
R$ 20,00
gasto R$ 2.487.939,39 · 124.409 votos
Rodolfo Nogueira (PL)
 
R$ 17,06
gasto R$ 1.762.809,06 · 103.303 votos
Isa Marcondes (Republicanos)
 
R$ 13,58
gasto R$ 1.045.425,59 · 76.956 votos
Camila Jara (PT)
 
R$ 13,49
gasto R$ 2.079.965,76 · 154.157 votos
Mara Caseiro (PL)
 
R$ 9,44
gasto R$ 1.134.318,16 · 120.199 votos
Marcos Pollon (PL)
 
R$ 8,53
gasto R$ 1.194.638,01 · 140.129 votos
Fonte: DivulgaCandContas (total de despesas contratadas) e resultado oficial do TSE, consultados em 11/10/2026 · Arte Capital News com dados do TSE
Custo por voto dos deputados federais eleitos
do mais caro ao mais barato · média: R$ 17,39 por voto
  Deputado eleito R$ por voto
1º Dagoberto Nogueira (PP)
eleito · gasto R$ 2.767.916,30 · 56.217 votos
R$ 49,24
2º Beto Pereira (Republicanos)
eleito · gasto R$ 2.356.336,12 · 77.485 votos
R$ 30,41
3º Rose Modesto (União Brasil)
eleita · gasto R$ 2.487.939,39 · 124.409 votos
R$ 20,00
4º Rodolfo Nogueira (PL)
eleito · gasto R$ 1.762.809,06 · 103.303 votos
R$ 17,06
5º Isa Marcondes (Republicanos)
eleita · gasto R$ 1.045.425,59 · 76.956 votos
R$ 13,58
6º Camila Jara (PT)
eleita · gasto R$ 2.079.965,76 · 154.157 votos
R$ 13,49
7º Mara Caseiro (PL)
eleita · gasto R$ 1.134.318,16 · 120.199 votos
R$ 9,44
8º Marcos Pollon (PL)
eleito · gasto R$ 1.194.638,01 · 140.129 votos
R$ 8,53
Fonte: DivulgaCandContas (total de despesas contratadas, consultado em 11/10/2026) e resultado oficial do TSE. Custo por voto = gasto declarado dividido pelos votos recebidos. Os candidatos ainda podem atualizar a prestação de contas.

Prestação de contas

Os valores divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram extraídos no dia 11 de outubro e ainda não representam o balanço definitivo das campanhas. Candidatos e partidos políticos devem continuar informando à Justiça Eleitoral as receitas e despesas dentro dos prazos estabelecidos.

Para os candidatos que não disputaram o segundo turno, o prazo final para apresentar a prestação de contas referente ao primeiro turno termina em 3 de novembro. Já aqueles que participaram do segundo turno devem entregar, até 14 de novembro, as contas relativas às duas etapas da eleição.

Com a atualização das informações, os valores declarados poderão mudar, alterando também os cálculos do custo por voto dos candidatos que disputaram as vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados.

O eleitor pode consultar as despesas declaradas por cada candidato na plataforma do DivulgaCandContas, que reúne informações sobre receitas e gastos das campanhas eleitorais.

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