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Campo Grande

Adriane Lopes admite possibilidade de intervenção no Consórcio Guaicurus

Grupo de trabalho terá até 60 dias para analisar contrato do transporte coletivo de Campo Grande

João Gabriel Vilalba
Capital News

 A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou na manhã desta quarta-feira (11) que o processo administrativo aberto pela prefeitura para analisar possíveis irregularidades no contrato pode culminar em uma eventual intervenção no Consórcio Guaicurus.

A informação foi confirmada durante a sessão solene de entrega da Medalha Legislativa Celina Martins Jallad, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. De acordo com a prefeita, o parecer final do grupo escolhido pela prefeitura para analisar os contratos deve ocorrer em até 60 dias.

“Estamos a caminho de uma proposta de intervenção. Acredito que, em até sessenta dias, essa equipe técnica vai trazer e apresentar dados para que essa decisão seja tomada, diante da determinação judicial”, disse a prefeita.

Na última sexta-feira (6), a prefeitura criou um grupo de trabalho que terá até 60 dias para avaliar a situação e indicar a necessidade de intervenção na concessão. A comissão foi instituída por decreto municipal após determinação judicial relacionada ao contrato firmado em 2012 entre a empresa e o município.

Comissão

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial na sexta-feira (6) e atende determinação do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, que fixou o prazo até 9 de março para o início da investigação.

O documento estabelece que a comissão deverá apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão, além de avaliar a necessidade de assegurar a adequada prestação dos serviços do Sistema Municipal de Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande. A medida também considera a determinação judicial que obriga a prefeitura a iniciar um “procedimento administrativo prévio à intervenção”, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa previstos na Constituição Federal.

O Decreto nº 16.567, de 6 de março de 2026, cita a instauração do PAP (Procedimento Administrativo Preliminar), que pretende verificar se o consórcio descumpriu cláusulas do contrato de concessão firmado em 2012. O procedimento deverá apontar se há elementos que justifiquem uma possível intervenção, caso sejam identificadas irregularidades na execução do serviço.

De acordo com o documento publicado no Diário Oficial, a comissão será presidida por Cecília Saad Cruz Rizkallah, atual procuradora-geral do município. Também integram o grupo Paulo da Silva; Alexandre Souza Moreira; Luciano Assis Silva; Andrea Alves Ferreira Rocha; Arthur Leonardo dos Santos Araújo; e Edmir Fonseca Rodrigues.

Os integrantes serão responsáveis por instruir o processo, promover diligências e oitivas necessárias, além de elaborar um relatório conclusivo no prazo de até 60 dias. Ao final, poderão sugerir, se for o caso, a abertura formal de processo de intervenção.

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