O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, reuniu-se com o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, para discutir o ingresso do município no projeto “Destino Carbono Neutro”, desenvolvido pelo Governo do Estado por meio da Fundtur-MS. O encontro ocorreu na sala de reuniões do gabinete, no Paço Municipal.
Durante a reunião, o prefeito determinou que a Fundação de Turismo do Pantanal e a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal realizassem estudos sobre a proposta e avaliassem a viabilidade da implantação do projeto em Corumbá. A diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Cristina de Arruda Ferreira Fleming, também participou do encontro.
Segundo Bruno Wendling, o projeto surgiu há cerca de cinco anos, quando o Estado passou a avaliar a possibilidade de certificar destinos turísticos como carbono neutro por meio de metodologias reconhecidas internacionalmente e validadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“O Pantanal sabe e sente os impactos da agenda climática. A gente entende que esse movimento é o movimento responsável de um destino turístico como Corumbá, no sentido de compreender qual é o impacto das atividades econômicas e turísticas na emissão de carbono e como isso pode ser neutralizado e reduzido”, afirmou.
Wendling destacou que Mato Grosso do Sul assumiu o compromisso de se tornar carbono neutro até 2030 e defendeu que Corumbá poderia liderar essa agenda na região pantaneira. Segundo ele, a adesão ao projeto também fortaleceria a imagem internacional do destino turístico.
“O Pantanal é um bioma reconhecido internacionalmente e isso melhora cada vez mais a visibilidade do destino enquanto produto turístico global”, disse.
O diretor-presidente da Fundtur-MS explicou que a metodologia aplicada poderá ser adaptada a diferentes realidades turísticas. Ele citou como exemplos Bonito, primeiro destino do Estado a aderir à proposta, e Machu Picchu, no Peru, que também recebeu certificação.
“Existe um método para recortar uma área específica, medir a emissão de gás carbônico e, a partir dessas informações, neutralizar os impactos. No futuro, pode até se tornar um destino carbono negativo, sequestrando mais carbono do que emite”, afirmou.
Segundo Wendling, o principal ganho imediato seria o fortalecimento da imagem de Corumbá no mercado internacional.
“As empresas que aderirem ao processo vão perceber peso maior nas negociações com operadores internacionais. O turista estrangeiro busca cada vez mais destinos certificados e comprometidos com a agenda climática”, declarou o diretor-presidente da Fundtur-MS.
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