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Campo Grande

Prefeitura abre investigação sobre Consórcio Guaicurus e avalia intervenção

Comissão terá 60 dias para apurar possíveis irregularidades no contrato do transporte coletivo após decisão judicial

João Gabriel Vilalba
Capital News

Arquivo/ Capital News

Processo de estudo de intervenção do Consórcio Guaicurus foi aberto pela prefeitura de Campo Grande

Processo de estudo de intervenção do Consórcio Guaicurus foi aberto pela prefeitura de Campo Grande

Após diversos problemas envolvendo o transporte público de Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou a criação de uma comissão especial para analisar, de forma imediata, uma possível intervenção municipal no Consórcio Guaicurus. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial desta sexta-feira (6) e atende determinação do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, que fixou o prazo até 9 de março para o início da investigação.

O documento estabelece que a comissão deverá apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão, além de avaliar a necessidade de assegurar a adequada prestação dos serviços do Sistema Municipal de Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande. A medida também considera a determinação judicial que obriga a prefeitura a iniciar um “procedimento administrativo prévio à intervenção”, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa previstos na Constituição Federal.

O decreto nº 16.567, de 6 de março de 2026, cita a instauração do PAP (Procedimento Administrativo Preliminar), que pretende verificar se o consórcio descumpriu cláusulas do contrato de concessão firmado em 2012. O procedimento deverá apontar se há elementos que justifiquem uma possível intervenção, caso sejam identificadas irregularidades na execução do serviço.

De acordo com o documento publicado no Diário Oficial, a comissão será presidida por Cecília Saad Cruz Rizkallah, atual procuradora-geral do município. Também integram o grupo Paulo da Silva; Alexandre Souza Moreira; Luciano Assis Silva; Andrea Alves Ferreira Rocha; Arthur Leonardo dos Santos Araújo; e Edmir Fonseca Rodrigues.

Os integrantes serão responsáveis por instruir o processo, promover diligências e oitivas necessárias, além de elaborar um relatório conclusivo no prazo de até 60 dias. Ao final, poderão sugerir, se for o caso, a abertura formal de processo de intervenção.

A prefeitura ressalta que o decreto não representa uma intervenção imediata no consórcio, mas sim uma “medida preliminar destinada à formação de juízo quanto à necessidade e proporcionalidade da medida extrema”.

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