Para evitar a paralisação dos atendimentos e enfrentar a crise financeira da Santa Casa, um acordo foi firmado entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado e a direção do hospital. A medida assegura mais de R$ 54 milhões em recursos públicos para pagamento de salários, 13º e manutenção dos serviços médicos e hospitalares.
Do total, a Prefeitura de Campo Grande irá aportar quase R$ 16 milhões. Desse valor, R$ 5,2 milhões serão pagos em quatro parcelas mensais entre janeiro e abril de 2026, além de cerca de R$ 10 milhões oriundos de recursos recuperados em acordos com empresas. “Estamos repassando recurso novo para garantir salários e evitar que o hospital pare”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.
O Governo do Estado também fará repasses expressivos, incluindo R$ 14 milhões extraordinários parcelados até abril de 2026 e mais R$ 9 milhões destinados ao pagamento do 13º salário de médicos e colaboradores. Além disso, serão repassados R$ 16 milhões em emendas parlamentares federais entre janeiro e março. O Estado ainda custeará uma auditoria independente para avaliar a gestão da Santa Casa.
• Saiba mais sobre a greve na Santa Casa
O acordo estabelece regras de transparência e prestação de contas, com fiscalização do MPMS. Com os recursos, a Santa Casa assume o compromisso de quitar débitos com prestadores de serviços médicos e restabelecer imediatamente os atendimentos de urgência e eletivos. Para o procurador-geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, a solução reforça a atuação conjunta em defesa da saúde pública.
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