O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) deve analisar, a partir da próxima semana, os pedidos de liberdade de três investigados presos durante a Operação Buraco Sem Fim, que apura supostas fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande.
Os habeas corpus serão julgados pela 3ª Câmara Criminal e envolvem o ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, o ex-superintendente de Obras, Mehdi Talayeh, e o ex-chefe do setor de tapa-buraco, Edivaldo Aquino Pereira.
O julgamento ocorrerá de forma virtual, com os desembargadores registrando seus votos eletronicamente. O período de análise está previsto para ocorrer entre os dias 9 e 16 de junho.
Os pedidos de liberdade já receberam parecer contrário do procurador de Justiça Francisco Neves Júnior e também tiveram os pedidos liminares negados anteriormente.
A Operação Buraco Sem Fim foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) no dia 12 de maio e resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de participação em um esquema envolvendo contratos de manutenção asfáltica na Capital.
Entre os investigados, apenas o produtor rural Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como “Peteca” e apontado como sócio oculto da Construtora Rial, deixou o sistema prisional. Em razão da idade, ele passou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
• Saiba mais sobre a Operação “Buraco Sem Fim”
Permanecem presos, além dos três que aguardam julgamento dos habeas corpus, o ex-servidor Fernando de Souza Oliveira e Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, filho de “Peteca”.
As investigações seguem em andamento e apuram possíveis irregularidades na execução e fiscalização dos serviços de tapa-buraco contratados pelo município.
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