A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva do ex-chefe da Central de Regulação Estadual de Saúde (Core), Ed Carlo Britto Burgatt, investigado na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
A decisão foi proferida pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, que negou o pedido da defesa para revogar a prisão ou substituí-la por medidas cautelares. Ed Carlo foi preso no dia 7 de julho durante a operação que apura um suposto esquema de favorecimento na venda de materiais didáticos a prefeituras de Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações, o ex-servidor teria utilizado o cargo para pressionar gestores municipais a adquirirem livros da Editora Avante, empresa ligada à família Jafar. Em uma das conversas interceptadas, ele teria afirmado que poderia "trancar tudo" relacionado à liberação de exames e vagas na rede pública de saúde para municípios que não aceitassem as exigências do grupo.
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Na decisão, a magistrada fundamentou a manutenção da prisão preventiva nos requisitos previstos no Código de Processo Penal, destacando a necessidade de preservar a ordem pública, garantir a aplicação da lei penal e evitar eventual interferência nas investigações, como coação de testemunhas ou risco de fuga.
Ao analisar o pedido da defesa, a juíza foi categórica ao manter a medida. "Indefiro o pedido de revogação de prisão preventiva ou substituição da prisão por medidas cautelares diversas formulado por Ed Carlo Britto Burgatt", registra trecho da decisão publicada no Diário da Justiça.
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