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Operação Gutenberg

Justiça concede prisão domiciliar à empresária alvo da Operação Gutenberg

Jéssyca Duarte Burgatt deixou a custódia para amamentar o filho; defesa afirma que liberação atrasou por falta de escolta

Elaine Oliveira
Capital News

A empresária Jéssyca Duarte Burgatt, proprietária da Capital Saúde e investigada na Operação Gutenberg, passou a cumprir prisão domiciliar após a Justiça converter sua prisão preventiva. A liberação ocorreu na tarde de sábado (11).

De acordo com a defesa, o pedido havia sido deferido na quinta-feira (9), mas a saída da empresária foi adiada devido à indisponibilidade de viatura para realizar a escolta.

Durante o período em que permaneceu custodiada na delegacia, antes da transferência, o filho da investigada era levado ao local por policiais entre duas e três vezes ao dia para ser amamentado.

Operação investiga desvio de R$ 27 milhões

Jéssyca está entre os investigados da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 27 milhões em contratos para aquisição de livros por órgãos públicos.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as investigações também apontam que a Central Estadual de Regulação teria sido utilizada como um "balcão de negócios" para favorecer a liberação de exames e procedimentos de saúde em troca de vantagens indevidas a gestores públicos.

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão. Conforme balanço do MPMS, 14 pessoas foram presas, enquanto dois investigados permanecem foragidos.

Entre os presos estão a dentista Rossana Paroschi Jafar, a médica Olívia Paroschi Jafar, o ex-chefe da Central de Regulação do Estado Ed Carlo Britto Burgatt, pai de Jéssyca, empresários investigados por participação no esquema, além do ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, conhecido como Junior Vasconcelos.

• Saiba mais sobre: Operação Gutenberg

Investigação

A Operação Gutenberg apura a prática de crimes como fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados, também foram registrados três flagrantes por posse ilegal de arma de fogo. Segundo o Ministério Público, os livros adquiridos pelos órgãos públicos eram utilizados para conferir aparência de legalidade ao suposto esquema criminoso, que teria atuação em Campo Grande e em outros municípios de Mato Grosso do Sul.

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