O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Competência Residual da Comarca de Campo Grande, negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do advogado Rhiad Abdulahad, preso preventivamente desde novembro de 2025 durante a 4ª fase da Operação Successione, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (27). Na sentença, o magistrado afirmou que não houve alteração no quadro fático já analisado anteriormente, motivo pelo qual manteve a prisão preventiva do investigado.
Segundo as investigações, Rhiad teria assumido funções exercidas pelo pai, José Eduardo Abdulahad, conhecido como "Zeizo", que está foragido desde 2023. O advogado é um dos 18 presos na quarta fase da Operação Successione, que aponta o clã Razuk como liderança de uma organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho.
De acordo com a denúncia do Gaeco, Rhiad exercia função de gerência dentro da estrutura da organização, participando da articulação das atividades atribuídas ao grupo.
• Saiba mais sobre a Operação Successione
A defesa, por sua vez, sustenta que não há nos autos qualquer ato material e individualizado que demonstre a participação do advogado em práticas criminosas, afirmando que sua atuação se limitou ao exercício regular da advocacia.
O processo segue em tramitação na Justiça, enquanto as investigações prosseguem.
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