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Justiça Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 10:49 - A | A

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Operação Cartão Vermelho

Justiça abre prazo para Francisco Cezário se manifestar sobre liminar da FFMS

Ex-presidente destituído após Operação Cartão Vermelho tem até fim de fevereiro para defender manutenção de decisão que anulava assembleia da FFMS

Elaine Oliveira
Capital News

A Justiça abriu prazo para que o ex-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Francisco Cezário de Oliveira, se manifeste sobre a suspensão da liminar que anulava a assembleia geral responsável por sua destituição do cargo.

Cezário, que foi preso na Operação Cartão Vermelho em maio de 2024 e está afastado da presidência por decisão judicial, terá até o dia 27 de fevereiro para apresentar defesa quanto à manutenção da liminar. Ele tenta, na Justiça, invalidar a assembleia convocada pelos clubes sul-mato-grossenses que formalizou sua saída do comando da entidade.

Em dezembro, decisão em segunda instância suspendeu a liminar que havia anulado a assembleia geral extraordinária realizada em 14 de outubro de 2024. A medida vale até o julgamento definitivo do recurso. A juíza Cíntia Xavier Letteriello concedeu efeito suspensivo ao recurso de apelação, sustando os efeitos da sentença proferida pelo juiz substituto Tito Gabriel Cosato Barreiro, da 2ª Vara Cível de Campo Grande. 

Rodrigo Moreira/Arquivo FFMS

Assembleia Federação

Representantes dos clubes e ligas participaram da Assembleia Geral Extraordinária, em Campo Grande  que destituiu Francisco Cezario da presidência da FFMS

Na decisão de primeiro grau, o magistrado apontou que a convocação da assembleia seguiu o estatuto da FFMS de 2024, mas que os documentos utilizados para embasar o pedido estavam fundamentados na normativa de 2022. Após a destituição, o então presidente interino Estevão Petrallas, nomeado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi efetivado no cargo.

Operação Cartão Vermelho

GAECO - MPMS

Gaeco deflagra operação “Cartão Vermelho” em Mato Grosso do Sul

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Cezário esteve à frente da FFMS por 26 anos, até ser alvo da Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em 21 de maio de 2024. Segundo as investigações, o grupo realizava saques fracionados de até R$ 5 mil para evitar suspeitas dos órgãos de controle.

Entre setembro de 2018 e fevereiro de 2023, os desvios identificados ultrapassaram R$ 6 milhões, podendo chegar a R$ 10 milhões. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos mais de R$ 800 mil, inclusive em dólares. Conforme o Gaeco, os valores eram distribuídos entre integrantes da organização criminosa.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou Cezário e outras 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, peculato, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações também apontam que empresas recebiam valores elevados da federação e parte dos recursos retornava ao grupo de forma ilícita, além de um suposto esquema envolvendo diárias de hotéis custeadas pelo Estado durante o Campeonato Estadual.

O nome da operação faz referência ao cartão vermelho aplicado a jogadores que cometem faltas graves no futebol. Atualmente, Cezário responde ao processo em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica, enquanto aguarda julgamento.

• Saiba mais sobre a operação “Cartão Vermelho”

Entenda o caso

O ex-presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) Francisco Cezário, foi preso no dia 21 de Abril de 2024 em Campo Grande durante operação Cartão Vermelho do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga o desvio de R$ 10 milhões da Federação.

Duas semanas após a prisão de Cezário, o Gaeco concluiu a investigação sobre os desvios na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. Os promotores Gerson Eduardo de Araújo, Tiago Di Giulio Freire, Moisés Casarotto e Antenor Ferreira de Rezende Neto apresentaram a denúncia contra Cezário e os 11 nomes mencionados.

O Gaeco quer que Cezário seja punido por cinco crimes: liderar organização criminosa, peculato, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O ex-dirigente é acusado de desviar R$ 10 milhões da federação e de esconder R$ 800 mil em espécie em casa.

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