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Eleições de 2026

União Progressista, Republicanos e Podemos adotam neutralidade e deixam Flávio Bolsonaro isolado

Sem alianças partidárias, pré-candidato do PL caminha para formar uma chapa pura na disputa presidencial

João Gabriel Vilalba
Capital News

Jefferson Rudy/Agência Senado

Flavio Bolsonaro deve lançar sua candidatura neste sábado (25)

Flavio Bolsonaro deve lançar sua candidatura neste sábado (25)

A federação União Progressista, o Republicanos e o Podemos anunciaram que deverão adotar uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais deste ano, afastando-se de um eventual apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Sem alianças partidárias até o momento, o pré-candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência da República caminha para a formação de uma chapa pura.

Conforme informações da CNN Brasil, o Republicanos tem consultado suas bases partidárias sobre o cenário eleitoral e, até o momento, não há sequer reunião marcada entre o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e Flávio Bolsonaro. Integrantes do partido afirmam que mais de 80% dos dirigentes defendem a neutralidade no pleito. No PP, que integra a federação União Progressista, a maioria das lideranças também se posiciona favoravelmente à mesma estratégia.

A postura das legendas inviabiliza, ao menos neste momento, nomes como Daniella Marques (Republicanos) e a senadora Teresa Cristina (PP-MS) para compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata à vice-presidência.

Já o Podemos tem mantido conversas com diferentes partidos. Lideranças da sigla afirmam que já foram procuradas por representantes do Novo, PL, PT e PSD, mas que não há qualquer compromisso firmado em relação às coligações. A tendência, segundo interlocutores do partido, também é de neutralidade na disputa presidencial.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, tentava viabilizar o nome do empresário Geraldo Rufino (Podemos) como candidato a vice-presidente. No entanto, Rufino deverá disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.

No campo da esquerda, a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá contar com o apoio dos partidos PSB, Psol, Rede Sustentabilidade, PCdoB e PV.

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