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Justiça Quinta-feira, 13 de Junho de 2024, 09:42 - A | A

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Omertá

Condenação de Jamilzinho por coação de empresário é mantida pelo TJ

Magistrados mantiveram o pagamento de indenização à vítima

Elaine Oliveira
Capital News

A pena de 15 anos e quatro meses à Jamil Name Filho, o Jamilzinho, pelos crimes de extorsão e coação do empresário José Carlos de Oliveira, foi mantida em 2ª Câmara Criminal, do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Além da condenação em regime fechado, os magistrados mantiveram o pagamento de indenização à vítima, no valor de R$ 1,7 milhões, e a absolvição de denúncia de lavagem de dinheiro.

De acordo com o desembargador Luiz Gonzaga Marques, toda a linha cronológica apresentada por José e as investigações feitas pelo delegado Tiago Macedo comprovam o modus operandi do acusado ao cobrar dívidas. “Ficou comprovado que outras pessoas sofreram extorsões parecidas, sendo necessário que saíssem da cidade para se proteger”, sustenta.

Omertá

Inicialmente a operação foi deflagrada para cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, dez de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, todos em Campo Grande. O foco é uma organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva, dentre outros.

Na terceira fase da operação, também foram presos em Campo Grande o delegado Obara, acusado de receber R$ 100 mil em propina. Além da Capital, os policiais também estiveram na cidade de Ponta Porã. Conforme a investigação o alvo era o empresário Fahd Jamil Georges, vulgo “Fuad". Conhecido como “padrinho da fronteira”, Fahd Jamil é ligado ao empresário campo-grandense Jamil Name, que está preso desde o início do ano de 2020 acusado de comandar um grupo de extermínio na Capital.

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