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Vaticano cria Rosário digital para atrair jovens

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Aparelho pode ser usado no dia a dia e acompanha os momentos de oração

Divulgação/Vatican News

ColunaTecnologia

Na história da humanidade, a Igreja nunca esteve muito associada ao uso de novas tecnologias. Através da defesa das tradições e dos costumes milenares, nem sempre sobrava espaço para que as tecnologias entrassem no dia a dia dos fiéis e dos grandes líderes religiosos.

No entanto, o Vaticano tem se mostrado cada vez mais aberto aos benefícios que os aparelhos tecnológicos possuem. Recentemente, a instituição religiosa lançou o eRosary (ou “eRosário”, em tradução livre). A ideia da Santa Fé com esse recurso é atrair jovens ao redor do globo para se unirem em oração e rezar pela paz no mundo.

Proximidade com o Papa
Essa iniciativa compõe o projeto “Click to Pray”, em português “Clique para Rezar”, que faz parte da Rede Mundial de Oração do Papa. Através desse aplicativo, em que o próprio pontífice possui uma conta e pode interagir com outras pessoas, milhares de pessoas podem se encontrar virtualmente para rezar todos os dias.

Parecido com o funcionamento do Smart Watch, o eRosary precisa estar conectado a um smartphone para garantir o melhor funcionamento. Por ser uma pulseira, ele é considerado um app wearable – “vestível”. A partir do aparelho celular, o usuário poderá escolher qual Rosário ele deseja rezar naquele momento. Entre as opções, está o modelo padrão, o modelo contemplativo e outros modelos, que são atualizados ao longo do ano e combinam com as datas comemorativas da Igreja Católica.

A pulseira é feita com dez contas de ágata preta e hematita. Na cruz, estão os aparatos tecnológicos, concentrando todas as peças necessárias para o funcionamento do aparelho. Para que o dispositivo seja ativado, o usuário deve fazer o sinal da cruz.

Segundo um comunicado do Vaticano próximo à data de lançamento do produto, o objetivo é que a tecnologia ajude a atrair e integrar os fiéis mais jovens, que já estão no mundo digital. Desta forma, o usuário poderá utilizá-lo ao longo do seu dia, lembrando-o do seu compromisso com as intenções diárias que levem o mundo à paz.

Especialistas alertam para os riscos
Apesar de trazer uma intenção bastante nobre, especialistas alertam para a falta de segurança do aparelho. Uma pesquisa realizada com a tecnologia mostrou que bastaram apenas 10 minutos para que a segurança do aparelho fosse quebrada e hackers pudessem invadir o aplicativo. Pensando nisso, o Vaticano deverá lançar atualizações com um sistema antifraude de maior qualidade, trazendo mais segurança aos seus usuários.

Tendência mundial
Assim como a cúpula da igreja católica, empresas e instituições de todo o mundo investem em ferramentas de segurança aos cidadãos e aos consumidores nas transações e trocas de informações entre os usuários, além de movimentar um enorme mercado de fornecedores e desenvolvedores de sistemas antifraude ao redor do planeta.

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