Em votação apertada com 13 votos a 11, a Câmara de Campo Grande aprovou ontem projeto de lei que restringe o uso de banheiros femininos a mulheres biológicas, dentro da Política Municipal de Proteção da Mulher. A proposta, do vereador André Salineiro (PL), também impede que mulheres trans tenham acesso a cotas de gênero em certames públicos municipais e em práticas esportivas com testes físicos. A votação foi marcada por forte divergência, inclusive entre as duas únicas mulheres vereadoras da Casa. Ana Portela (PL) defendeu a medida como forma de preservar a intimidade feminina, enquanto Luiza Ribeiro (PT) criticou o texto por excluir mulheres trans da proteção. Vereadores contrários, como Junior Coringa (MDB) e Marcos Trad (PDT), apontaram caráter discriminatório e sugeriram alternativas inclusivas como um "terceiro banheiro", enquanto apoiadores citaram segurança e proteção de mulheres e crianças. O texto depende de sanção da prefeita Adriane Lopes (PP) para virar lei.
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