A repercussão dos diálogos entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o suposto financiamento ao filme Dark Horse, ligado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, acirrou o debate política entre direita e esquerda em Mato Grosso do Sul nesta semana. Logo após divulgado do áudio de Flávio, o tema foi levantado na Assembleia pelo deputado Pedro Kemp (PT), que partiu para o ataque. No contraponto, o deputado e pré-candidato ao Governo do Estado João Henrique Catan (Novo) saiu em defesa de Flávio, apoiado por outros parlamentares.
Em nota, o ex-governador e pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, manifestou "confiança" e reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro. No mesmo sentido, os deputados Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP) e Coronel David (PL) defenderam cautela e criticaram o que chamam de “narrativa política”.
Do lado oposto, lideranças do PT cobraram rigor nas investigações e apontaram possíveis indícios de irregularidades financeiras. Os deputados federais petistas Vander Loubet e Camila Jara (PT) e o deputado estadual Zeca do PT defenderam apuração aprofundada do caso. O ex-deputado federal e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PT) criticou o que classificou como contradição no financiamento de projetos ligados ao bolsonarismo, classificando o episódio como “ironia quase cínica” por parte de grupos que, historicamente, atacaram os mecanismos de fomento à cultura no Brasil. (Com Correio do Estado)
• • • • •
Quaest: Lula reage, mas segue empatado com Flávio em eventual segundo turno
Nova pesquisa Quaest divulgada hoje aponta um cenário de disputa acirrada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno das eleições presidenciais. Lula agora aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio, em um empate técnico na margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em abril, Flávio Bolsonaro liderava numericamente e em março os dois estavam empatados com 41%. Em dezembro do ano passado, Lula tinha vantagem de dez pontos, diferença que foi diminuindo ao longo dos meses.
No cenário estimulado de primeiro turno, com dez candidatos, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Na sequência aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ambos com 4%. Os demais nomes pontuam entre 0% e 2%, enquanto 5% se disseram indecisos e 10% afirmaram votar branco, nulo ou não comparecer.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. A desaprovação da gestão Lula caiu de 52% em abril para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%, sinalizando leve recuperação nos índices do presidente.
Outro dado do levantamento mostra que 60% dos entrevistados avaliaram como positivo para o Brasil o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para 18%, a reunião foi ruim para o país, enquanto 10% disseram não ter sido nem boa nem ruim.
Sobre rejeição política, 44% afirmaram ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% disseram temer mais a reeleição de Lula. Outros 7% declararam receio de ambos os cenários.
Entre os eleitores independentes — que dizem não ser de direita nem de esquerda, nem lulistas ou bolsonaristas — 35% afirmam que não pretendem votar em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, 31% escolheriam o senador e 29% reelegeriam o presidente. Esse segmento representa 32% do eleitorado e pode ser decisivo na disputa.
A pesquisa encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03598/2026.
LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG
• • • • •


