O ministro do STF, Flávio Dino, determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar, em sigilo, para apurar o envio de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida ocorreu após pedidos da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e do deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), que apontam possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos.
O caso ganhou repercussão após a revelação, nesta semana, de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento privado da produção. Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) destinaram emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse. Dino também determinou novas tentativas de notificação de Frias, que teria enviado R$ 2 milhões ao Instituto entre 2024 e 2025.
Em março, o Supremo já havia cobrado explicações da Câmara dos Deputados e dos parlamentares Bia Kicis, Marcos Pollon e Mário Frias. Kicis disse que enviou R$ 150 mil, e Pollon admitiu ter destinado R$ 1 milhão para viabilizar, por intermédio da Go Up Entertainment, a série "Heróis Nacionais - Filhos do Brasil que não se rendem". No entanto, o valor enviado por Pollon foi remanejado para o Hospital do Amor de Barretos (SP) porque a entidade não tinha requisito técnico para receber o recurso. (Com Agência Brasil e CBN)
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