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Depois do Bragantino, Red Bull mira entrada no futebol inglês

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Nova equipe da empresa de bebidas no Brasil terá investimento de R$ 200 milhões para 2020

Viktor Forgacs

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Em 1987, a Red Bull foi ao mercado pela primeira vez ao mercado em seu país-sede, a Áustria. Mais de 30 anos depois, a empresa de energéticos é hoje uma das marcas de esportes mais prósperas do mundo.

De 15 equipes esportivas -- incluindo duas escuderias de Fórmula 1 --, além de eventos de esportes radicais, a Red Bull está se tornando aos poucos sinônimo de todos os tipos de atividades esportivas. É no futebol, porém, que ela tem ganhado mais atenção -- e controversa. Do Red Bull Salzburg (Áustria) ao New York Red Bulls (EUA), do novo Red Bull Bragantino (Brasil) à joia da empresa, o RB Leipzig (Alemanha), o portfólio da empresa continua a crescer. Segundo jornais ingleses, o próximo passo é comprar um clube no país.

A fabricante de bebidas, propriedade do austríaco Dietrich Mateschitz, está longe de ser a única a operar nessa lógica: os donos do Manchester City, assim como o grupo City Football Group, também são donos do New York City FC (EUA) e do Melbourne City FC (Austrália), sem contar os investimentos que fizeram recentemente no Girona, da Espanha. Nenhum deles, porém, chegou ao tamanho da Red Bull.

A entrada da empresa no futebol foi controversa: em 2005, a empresa adquiriu o Austria Salzburg e mudou o nome do time para FC Red Bull Salzburg, removendo toda a antiga diretoria, comissão técnica, assim como mudando as cores, o escudo e os patrocinadores -- se tornando a única patrocinadora. Alguns jornais dizem que os torcedores que vestiam as antigas cores sequer podiam ir ao estádio ver o time jogar -- e eles, claro, protestaram, criando um outro time, o SV Austria Salzburg, que hoje disputa a quarta divisão nacional.

De lá pra cá, o Red Bull Salzburg ganhou o campeonato nacional 10 vezes e revelou craques como o atacante senegalês Sadio Mané, atualmente camisa 10 do Liverpool. Nos EUA, o time de Nova York alçou fama mundial ao contratar astros da Europa, como o francês Thierry Henry e o britânico Tim Cahill para disputarem a MLS.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o objetivo da empresa não foca apenas dinheiro, mas em construir um império mundial de fabricação de talentos esportivos. "Eles não querem se tornar galácticos, mas ao invés disso querem espalhar uma rede global de academias e um sistema de observação mundial para levar jovens atletas aos seus portfólios, e tornando-os suas propriedades. Não é surpresa que o RB Leipzig tem o time mais jovem da Bundesliga", diz uma reportagem do periódico.

Ainda de acordo com a publicação, o próximo passo é a Inglaterra, que possui a liga de futebol mais lucrativa do planeta, a Premier League. E ela não é improvável: a empresa manteve conversas com o Leeds United, da segunda divisão nacional, em 2013, com o objetivo de patrocinar o clube. À época, a torcida protestou. "A sensação é que, para a Red Bull, seria fundamenta ter presença no futebol inglês se uma oportunidade boa se tornasse possível, mas não há urgência", afirma o Daily Mail.

Enquanto isso, a empresa investe nas suas equipes: o RB Bragantino investiu R$ 45 milhões para disputar a Série B do Brasileirão, segundo informações do site Globo Esporte. Para 2020, a soma deve atingir R$ 200 milhões. O valor equipara o time a tradicionais equipes da elite, como Palmeiras e Flamengo, e supera outros gigantes, como Corinthians, Santos, Vasco da Gama e Botafogo.

 

 



 


 

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