Preferências das consumidoras impulsionam mudanças no desenvolvimento de produtos para o mercado de moda íntima
As preferências das consumidoras sobre lingerie feminina mudaram. Para além da estética, o conforto, a praticidade e o bem-estar passaram a ser prioridades na hora da compra. Dados do estudo Comportamento de Compra da Consumidora de Moda Íntima Feminina 2024/2025, do IEMI Inteligência de Mercado, mostram que atributos ligados à comodidade e à adaptação à rotina estão entre os critérios mais valorizados pelas consumidoras.
A mudança reflete uma transformação nos hábitos de consumo, que vem sendo observada e incorporada pelo setor de moda íntima. Dessa forma, a preferência das consumidoras é considerada desde a confecção das peças íntimas, o que tem contribuído para a maior variedade de modelos, tamanhos e tecidos. A escolha do material influencia na respirabilidade, na absorção da umidade, no toque na pele e na sensação de conforto.
“Hoje, vemos um movimento muito forte de busca por conforto sem abrir mão da estética. As mulheres estão priorizando peças versáteis, que acompanhem diferentes momentos da rotina”, analisa a coordenadora de marketing da Duloren, Luciana Baptista. “Além disso, a tendência do underwear como parte do look continua em alta, com pijamas de cetim, rendas e peças mais sofisticadas ganhando espaço também em produções para fora de casa. Ao mesmo tempo, lingeries em algodão seguem como um clássico, especialmente pela praticidade e conforto para o dia a dia.”
Mercado acompanha novas exigências das consumidoras
O interesse por lingeries mais confortáveis ocorre em um momento de expansão do setor de moda íntima. Pesquisa do Imarc mostra que o mercado brasileiro alcançou US$ 1,6 bilhão em 2025, e a projeção é atingir US$ 2,6 bilhões até 2034, crescendo 5,35% ao ano a partir de 2026.
Fatores como inovação em tecidos, diversificação de produtos e mudanças nos hábitos de compra justificam as projeções. Nesse cenário, as marcas têm ampliado o investimento em modelagens que ofereçam maior liberdade de movimento, sustentação adequada e adaptação a diferentes tipos de corpo.
O que observar ao escolher uma lingerie confortável?
O conforto de uma lingerie é resultado da combinação de tamanho adequado, elasticidade, acabamento, costuras e ajuste ao corpo, como destacam as informações do mercado de moda íntima.
No caso da calcinha lingerie, a orientação é observar se a peça acompanha os movimentos do corpo sem causar compressão excessiva ou atrito. Modelagens que respeitam diferentes biotipos e tecidos com toque mais macio costumam estar entre os atributos mais valorizados por quem busca bem-estar no dia a dia.
A versatilidade também ganhou espaço entre os critérios de escolha. Muitas mulheres procuram por peças que possam ser usadas em diferentes situações, da rotina profissional aos momentos de lazer, sem a necessidade de trocas frequentes.
“A lingerie ideal é aquela que acompanha a necessidade de cada momento. A rotina feminina é dinâmica e pede diferentes soluções: existem dias que exigem mais praticidade, outros mais sustentação, conforto ou até uma proposta mais sofisticada”, analisa Luciana. “Por isso, vale considerar a ocasião, o tipo de roupa que será usada e as preferências pessoais. Modelagens funcionais, tecidos respiráveis e um bom ajuste ao corpo costumam ser os principais aliados para o uso diário”, complementa.
Escolha do sutiã deve priorizar conforto e sustentação
Entre os itens de moda íntima, o sutiã costuma exigir atenção especial no momento da compra. Um ajuste inadequado pode causar incômodo ao longo do dia, o que torna aspectos como modelagem e sustentação tão importantes quanto a estética.
“O principal ponto é escolher o tamanho correto. Muitas mulheres usam numerações inadequadas sem perceber, o que pode comprometer o conforto e a sustentação da peça. Ter suas medidas atualizadas e consultar a tabela de tamanhos da marca faz toda a diferença. Também é importante observar fatores como largura das alças, modelagem, tipo de sustentação e o tecido utilizado”, orienta Luciana.

