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Coluna Fronteira do Negócio

LGPD em eventos: como proteger dados de clientes e parceiros em convenções

Por Luisa Pereira

Da coluna Fronteira do Negócio
Artigo de responsabilidade do autor

Segurança da informação e controle de acesso ganham espaço na organização de eventos corporativos

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O crescimento de inscrições online e dos credenciamentos digitais ampliou a circulação de dados pessoais em feiras, congressos e convenções corporativas. Informações como nome, telefone, e-mail, CPF e até dados financeiros passaram a integrar bases administradas por organizadores e plataformas especializadas, aumentando a preocupação das empresas com a conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A atenção ao tema também é impulsionada pelos possíveis impactos financeiros e reputacionais. De acordo com o relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o custo médio global de um vazamento de dados atingiu US$ 4,88 milhões, o maior valor já registrado pela pesquisa. O estudo ainda aponta que falhas relacionadas ao armazenamento de informações, controles de acesso e erros humanos continuam entre os principais fatores responsáveis pela exposição de dados corporativos.

Escolha da plataforma exige atenção à segurança

Na prática, a proteção das informações dos participantes começa pela escolha da tecnologia utilizada para gerenciar inscrições, credenciamentos e pagamentos do evento. Nesse contexto, empresas têm buscado soluções que ofereçam recursos como criptografia, controle de permissões de acesso e armazenamento seguro das informações, de acordo com as exigências da LGPD.

Ao contratar uma plataforma para venda de ingressos, por exemplo, os organizadores passaram a avaliar não apenas funcionalidades comerciais e experiência do usuário, mas também critérios ligados à segurança digital, governança de dados e gestão de consentimento dos usuários.

Segundo a Digital Manager Guru, plataforma especializada em checkout e gestão de vendas online, soluções profissionais precisam contar com mecanismos de proteção capazes de garantir a rastreabilidade das operações e a integridade das informações coletadas ao longo da jornada do participante.

“A conformidade com a LGPD não depende apenas da coleta adequada dos dados, mas também da forma como essas informações são armazenadas, processadas e acessadas ao longo de toda a operação do evento”, destaca Renato Chamasquini da Digital Manager Guru.

Além de reduzir riscos de vazamentos e acessos indevidos, a adoção de plataformas com protocolos robustos de segurança contribui para aumentar a confiança dos participantes e fortalecer a reputação dos organizadores.

Controle de acesso reduz riscos operacionais

Além do processo de inscrição, especialistas apontam que a proteção de dados em eventos corporativos também depende da forma como equipes internas, fornecedores e parceiros acessam informações estratégicas ao longo da operação.

Assim, um sistema de gestão de eventos é opção para organizar fluxos de trabalho e estabelecer diferentes níveis de permissão, permitindo que cada usuário visualize apenas os dados necessários para desempenhar suas funções. A medida contribui para reduzir a circulação desnecessária de informações sensíveis e acessos indevidos.

Segundo a Digital Manager Guru, ferramentas profissionais ajudam organizadores a centralizar operações em ambientes monitorados e alinhados a políticas mais rígidas de segurança da informação.

“Listas de participantes, informações financeiras e dados comerciais fazem parte dos ativos estratégicos de um evento corporativo. O uso de sistemas profissionais reduz a exposição dessas informações em planilhas paralelas, compartilhamentos informais e processos manuais”, afirma líder de eventos da Digital Manager Guru, Renato Chamasquini.

Vazamentos podem gerar sanções e prejuízos financeiros

O descumprimento das normas previstas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode resultar em consequências para as empresas responsáveis pela organização de eventos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) prevê uma série de sanções administrativas, que incluem advertências, bloqueio de dados pessoais e multas que chegam a 2% do faturamento da instituição.

Além disso, incidentes de segurança no ambiente online tendem a produzir efeitos que vão além das penalidades legais, podendo causar prejuízos financeiros e reputacionais às empresas. Isso é especialmente grave em um setor que depende da confiança de participantes, patrocinadores e parceiros comerciais.

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