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Carreiras do futuro: como se tornar um cientista de dados?

Por Letícia Emori

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Expectativa é de crescimento para áreas relacionadas à tecnologia

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Estar atualizado com as expectativas do mercado de trabalho e entender quais são as demandas do momento é essencial para quem quer se especializar em uma área com possibilidade de crescimento e espaço para trabalhar, ou até mesmo efetuar uma troca de carreira. Em um mundo cada vez mais digitalizado, profissões relacionadas à tecnologia, inovação e dados vem ganhando cada vez mais visibilidade no mercado.

Segundo o levantamento "Profissões Emergentes", realizado pela rede social de negócios LinkedIn, grande parte das profissões em alta para 2020 está ligada à área de Tecnologia da Informação. O estudo, que foi lançado em janeiro, ainda não incluía as mudanças enfrentadas pela pandemia causada pelo novo coronavírus, situação mundial que deixou a importância da área de tecnologia ainda mais evidente. Dessa forma, é possível esperar que o movimento de crescimento dessas áreas de trabalho continue aumentando, o que permite um panorama sobre campos de trabalho interessantes para se especializar.

Uma das funções que vêm ganhando destaque é a de cientista de dados, com profissionais focados na análise e estruturação de dados para a resolução de problemas complexos. Para isso, os especialistas dessa área precisam reunir diferentes competências, incluindo o conhecimento de variadas linguagens de programação, como Python, Scala, Java, entre outras, além de habilidades em matemática e estatística.

O cientista de dados fica responsável por reunir uma grande quantidade de informações para, então, limpar, analisar e traduzir o conteúdo recebido. O resultado dessa análise complexa pode ser transformado em bancos de dados estruturados ou até de maneira menos estruturada, como relatórios e e-mail para troca de informações internas ou para exibição de resultados para os clientes. Nesse processo extenso, algumas ferramentas específicas podem ajudar, como Alteryx, Pyplan, Devo e Qlik Sense, por exemplo. Essas informações podem auxiliar a criação de estratégias empresariais, tomadas de decisão, resolução de problemas, entre várias outras coisas.

Como se tornar um cientista de dados
Por se tratar de uma profissão relativamente nova, muitas pessoas que desejam ingressar nessa área de trabalho têm dificuldade em entender por onde começar, especialmente por conta do pouco número de cursos nessa área. No Brasil, é possível buscar uma especialização em ciência de dados, que pode servir como complemento para uma graduação de matemática, estatística ou física. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o Instituto de Ensino e Pesquisa e outras universidades oferecem cursos de pós-graduação na área. Recentemente, a Universidade de São Paulo (USP) abriu o curso Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados, oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da universidade, permitindo mais uma opção de formação para quem quer seguir na carreira de ciência de dados.

A vivência na área é essencial para a formação completa do profissional, especialmente em uma área tão prática. Assim, é essencial que os profissionais que fazem parte do universo da tecnologia estejam em constante aprendizado, que pode ser absorvido por meio de cursos tradicionais ou experiência com colegas de trabalho, que podem intervir no funcionamento de programas ou estratégias para agilizar os processos, por exemplo.

 

 

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