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Do Zero ao Sucesso Domingo, 04 de Outubro de 2026, 14:45 - A | A

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Coluna Do Zero ao Sucesso

Brasil registra mais de 487 mil prematuros em dois anos e reforça alerta sobre segurança em UTIs neonatais

Por Alan Santana

Da coluna Do Zero ao Sucesso
Artigo de responsabilidade do autor

Dados do Ministério da Saúde mostram que nascimentos antes de 37 semanas representaram 12,3% dos nascidos vivos entre 2024 e 2025

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O Brasil registrou mais de 487 mil nascimentos prematuros nos dois últimos anos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, o Sinasc, divulgados pelo Ministério da Saúde. O volume representa 12,3% do total de nascidos vivos no período e reforça a pressão sobre a rede de atenção neonatal, especialmente em casos que exigem internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

A prematuridade é definida pelo nascimento antes de 37 semanas de gestação. Bebês que chegam antes do tempo podem apresentar imaturidade pulmonar, dificuldade para manter a temperatura corporal, instabilidade metabólica, baixo peso e maior risco de infecções. Em muitos casos, as primeiras horas de vida exigem acompanhamento contínuo, protocolos bem definidos e decisões rápidas por parte das equipes assistenciais.

O alerta também se conecta a uma tendência acompanhada pelo Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico publicado pela pasta apontou aumento da prevalência de nascimentos prematuros a partir de 2020, com diferenças regionais e maior impacto em determinadas macrorregiões do país.

Nas UTIs neonatais, o cuidado intensivo depende de uma estrutura preparada para responder a alterações clínicas em tempo real. Monitores multiparamétricos, incubadoras, ventiladores neonatais, berços aquecidos, bomba de infusão e insumos de uso contínuo fazem parte da rotina de unidades que precisam acompanhar sinais vitais, manter estabilidade térmica, oferecer suporte respiratório e administrar terapias com segurança.

A administração de medicamentos, hidratação, nutrição parenteral, suporte respiratório e controle térmico exige atenção especial em recém-nascidos prematuros, já que pequenas variações nos parâmetros de cuidado podem ter impacto clínico relevante. Por isso, a segurança na UTI neonatal depende da integração entre tecnologia, protocolos assistenciais, disponibilidade de insumos e equipes treinadas.

Além da estrutura hospitalar, especialistas ressaltam a importância do pré-natal, da identificação de gestações de risco e do acesso oportuno a serviços de saúde. O Ministério da Saúde também tem associado a agenda da prematuridade à qualificação do cuidado materno e neonatal, incluindo ações voltadas à prevenção, ao manejo de complicações e à redução de riscos nos primeiros dias de vida.

Com milhares de bebês prematuros registrados no país em apenas dois anos, a discussão deixa de ser restrita às maternidades e passa a envolver gestão hospitalar, políticas públicas, capacitação profissional e investimento em tecnologia médica. Para hospitais e famílias, o desafio é garantir que o nascimento antes do tempo seja acompanhado por uma rede preparada para responder com rapidez, precisão e cuidado individualizado.

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