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Do Zero ao Sucesso Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 12:14 - A | A

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Coluna Do Zero ao Sucesso

Um em cada dois brasileiros planeja comprar um imóvel em 2026

Por Alan Santana

Da coluna Do Zero ao Sucesso
Artigo de responsabilidade do autor

Estudo nacional aponta que intenção de compra atingiu 49% no início do ano e mantém patamar histórico, desafiando o cenário de juros altos e o endividamento das famílias

Reprodução/Freepik

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Quase metade dos brasileiros manteve o desejo de adquirir um imóvel no primeiro trimestre de 2026, consolidando um patamar histórico de estabilidade na demanda residencial. Divulgado nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais revela que a intenção de compra fechou o período em 49%. O índice reforça o fôlego do setor, que segue aquecido mesmo diante do cenário macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e pelo endividamento das famílias.

O resultado atual mostra uma sutil oscilação frente aos 50% registrados no encerramento de 2025, mas supera com folga os 44% apurados no mesmo trimestre do ano anterior. Desde o meio de 2024, o indicador tem flutuado rigidamente na faixa entre 49% e 50%, configurando um dos momentos mais vigorosos da série histórica, que completa uma década neste ano.

Esse otimismo nacional se reflete diretamente nas regiões de alto padrão das grandes metrópoles, onde o mercado premium continua altamente aquecido. Em São Paulo, por exemplo, a procura por apartamentos à venda no Jardins segue em ritmo acelerado, impulsionada por investidores e famílias que buscam aliar segurança, valorização patrimonial e a conveniência de morar em um dos quadriláteros mais charmosos do país.

Além da infraestrutura urbana impecável, a qualidade de vida no bairro é fortemente marcada por sua efervescência gastronômica. Quem decide morar ou visitar a região encontra uma variedade de restaurantes premiados, tornando a busca por opções sobre onde comer no Jardins em SP um verdadeiro roteiro de experiências sofisticadas que vão desde a alta culinária internacional até bistrôs contemporâneos.

A pesquisa, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em 221 municípios de todas as regiões e principais metrópoles do país, detalha o comportamento do consumidor em relação à jornada de compra. Do total de interessados, 14% já realizam uma busca ativa pelo novo lar. Desse grupo, 9% pesquisam por meio de ferramentas digitais e 5% optam por visitas presenciais aos empreendimentos. A grande maioria (35%), contudo, ainda planeja os primeiros passos.

A pressa dá lugar ao planejamento de médio prazo. Enquanto 29% pretendem fechar o negócio em até 12 meses, a maior fatia (39%) mira o horizonte de um a dois anos. Os 32% restantes projetam a aquisição para mais de 24 meses.

Quando o assunto é a tipologia do imóvel, as casas de rua lideram o topo das preferências nacionais, sendo a escolha de 47% dos entrevistados. Na sequência, os apartamentos somam 35% do interesse, seguidos pelas casas em condomínio fechado, com 14%, e pelos terrenos, que representam 4%.
O levantamento também joga luz sobre as motivações por trás do investimento: para 83% dos respondentes, o foco principal é o uso próprio para moradia. Além disso, o desejo de conquistar a independência e se livrar do aluguel impulsiona 38% dos potenciais compradores.

Motores do mercado: Minha Casa, Minha Vida e novos Tetos

O otimismo do setor também encontra respaldo nas recentes atualizações de crédito e subsídios habitacionais. As mudanças regulatórias promovidas pelo Conselho Curador do FGTS para a Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ampliaram o teto de renda familiar elegível de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais, além de elevar o valor limite dos imóveis financiados para R$ 600 mil.

A flexibilização das regras do programa federal funciona como um colchão de amortecimento para o mercado tradicional, permitindo que uma parcela maior da classe média encontre viabilidade financeira para realizar o desejo da casa própria em 2026.

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