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Saúde mental: saiba quando procurar por um pronto-socorro específico

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Locais normalmente são localizados próximos a hospitais gerais, para ampliar a possibilidade de atendimento

Divulgação

ColunaBem-Estar

Depois de sofrer um acidente grave ou com ferimento, é comum ir a um pronto-socorro. A existência deles é de conhecimento geral e disponibilizada a toda a população. Contudo, se o problema é mental, como um colapso nervoso, crise de ansiedade ou de pânico, normalmente o tempo de decisão para procurar por ajuda especializada é maior, mesmo que também existam locais preparados para atender gravidades psicológicas.


Os chamados pronto-socorros psiquiátricos são os locais corretos de procurar por ajuda em casos de urgência e emergência emocional. Eles costumam ficam localizados próximos a hospitais gerais para proporcionar diversos atendimentos ao paciente, como neurologista e cardiologista. Isso porque é possível que haja outras condições físicas que estejam em desacordo, além de ser comum confundir os sintomas de infarto, AVC ou uma infecção como a meningite com os sinais de um transtorno mental.


Para saber se algo é uma urgência e emergência emocional, é preciso ficar atento, já que ambas são muito parecidas em suas definições. A urgência é definida como uma ocorrência em que há a possibilidade de um tempo maior entre seu início e o atendimento, como uma ansiedade aguda. As emergências, no entanto, devem ser priorizadas, já que um minuto a mais pode ser o suficiente para a fatalidade. Neste cenário, é possível exemplificar com casos de automutilação ou tentativas de suicídio.


"A grande importância do pronto-socorro de psiquiatria é prevenir um suicídio, um grave conflito familiar em decorrência de uma crise de agressividade, ou que alguém coloque sua vida em risco em uma situação compulsiva ao uso de drogas. É prevenir a perda de vidas", afirma o médico Elson Asevedo, psiquiatra e diretor clínico do CAISM (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental Vila Mariana), gerido pelo departamento de psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

Quando procurar um pronto-socorro específico?
Para buscar auxílio especializado em saúde mental, não há hora certa, mas o principal indicativo é a dúvida. Quando ela surgir, o recomendado é procurar por um atendimento especializado e realizado por profissionais da faculdade de Psicologia, que saberão o que fazer e como ajudar.


Durante a pandemia, houve uma queda na procura por atendimentos psiquiátricos justamente por conta das medidas de segurança adotadas para diminuir o contágio por coronavírus. No entanto, especialistas ressaltam a importância de manter as consultas em dia, seja por telemedicina ou indo até o consultório, seguindo as recomendações da saúde.


"Temos visto três grupos de pessoas no pronto-socorro: as que já tinham um problema psiquiátrico e estão piorando neste momento; outras que nunca tiveram nada e tinham até uma capacidade de enfrentamento bacana, só que, por conta dessa situação, estão abusando de remédios, tentando o suicídio e tendo crises de pânico intensas; e as que descompensaram e tiveram uma piora na ansiedade", observa Marcel Vella Nunes, psiquiatra do Hospital Santa Mônica, que recebe pacientes encaminhados para internação.


Depois do atendimento e da avaliação, os profissionais podem estabelecer se a pessoa pode ser internada, tomar uma medicação, ser orientada a fazer o tratamento em casa ou ser encaminhada para um hospital geral.

 

 

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