As polêmicas envolvendo a liberação da realização de shows, infraestrutura criticada e preço dos ingressos considerados altos não foram capazes frear os lucros da 75ª edição da Expogrande. O balanço da feira deste ano foi divulgado nesta terça-feira (24) e a feira movimentou R$ 308 milhões em negócios, um crescimento de 150% em relação ao ano passado.
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia, afirma que a edição deste ano da Expogrande é a que mais movimentou o setor em todas as 75 edições da feira.
“Passamos de R$ 123 milhões movimentados em 2012 para mais que o dobro esse ano. Esse aumento se deve ao bom momento que o agronegócio está vivendo e a oferta inédita de crédito com juros atrativos”, disse o presidente da Acrissul.
Os dois bancos que disponibilizaram crédito para os produtores foram o Banco do Brasil e o Bradesco, cada um deles gerou uma movimentação financeira de R$ 160 milhões e R$ 108 milhões, respectivamente.
De acordo com o balanço da Acrissul, os 36 leilões tiveram um recorde histórico e o volume chegou a R$ 24,7 milhões. As 1,4 mil empresas que expuseram seus produtos venderam R$ 16 milhões aos produtores.
“Sem dúvidas foi a maior Expogrande de todos os tempos. A feira se consolida entre as três maiores do país e a maior em comercialização de gado de corte”, afirma Maia.
O presidente da Acrissul ressalta ainda os destaques da edição deste ano. Segundo ele, o espaço para as crianças levou 5,5 mil alunos ao Parque de Exposição Laucídio Coelho e orientou os pequenos em relação à importância do homem do campo. “A Expogenética e a prova de ganho de peso foram outros destaques deste ano”, completa.
E os shows?
Tradição em muitas edições da feira, as atrações musicais foram impedidas de serem realizadas no ano passado em razão de uma proibição da Justiça a pedido do Ministério Público Estadual (MPE).
Depois de recursos e indas e vindas judiciais, dois dias antes de o início da feira a Acrissul conseguiu a liberação da Justiça para que os shows pudessem acontecer.
Com uma grande de apresentações mais modesta do que em outros anos, a volta dos shows era comemorada pela Acrissul como a grande responsável pelo sucesso que a Expogrande poderia alcançar em 2013, mas a realidade foi outra.
O público não compareceu conforme o esperado. Os dias de maior movimento foram aqueles que tiveram os shows de Paula Fernandes, Jads e Jadson, João Neto e Frederico e a dupla de palhaços Patati e Patatá. As atrações levaram uma média de 12 mil pessoas por noite à Expogrande.
“Hoje não temos shows que atraiam 70 mil pessoas como foi o Luan Santana há alguns anos, sabíamos que o público seria menor, mas foi realmente mais baixo”, afirma o presidente da Acrissul.
O valor dos ingressos, R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia, não foi considerado pela associação como responsável pelo baixo índice de público. “O preço não foi tão alto assim, o que aconteceu foi que na primeira semana tivemos muita chuva e isso atrapalhou o público”, disse Maia.
Também houve críticas de pais que levaram as crianças ao último show da feira, informações desencontradas de que crianças de colo também pagariam o ingresso geraram protestos nas redes sociais.
Segundo o presidente da Acrissul, a associação determinou que os ingressos não fossem cobrados de crianças menores de 7 anos, porém, a produtora do evento já havia cobrado os bilhetes de pais que compraram antecipado. A situação acabou gerando pequenas confusões na bilheteria do parque na noite do domingo (21).
Apesar da baixa média de público e de alguns problemas, Francisco Maia garante que os shows continuarão ano que vem e que a feira só tende a crescer. “Tivemos uma feira espetacular, estamos em constante mudança e ano que vem vai ser melhor ainda”, completa.
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