Produtores rurais de Mato Grosso do Sul devem manter as áreas agrícolas livres de plantas de soja durante o vazio sanitário, que segue até 15 de setembro. A medida começou no dia 15 de junho e vale para todo o estado, incluindo lavouras, margens de rodovias e áreas de servidão.
A determinação tem como principal objetivo reduzir a presença da ferrugem asiática, doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode causar grandes prejuízos à produção de soja. O controle das plantas que permanecem no campo ajuda a diminuir a propagação do problema na próxima safra.
Durante o período, os produtores precisam acompanhar regularmente suas propriedades e eliminar plantas voluntárias de soja, conhecidas como tiguera ou guaxa. O controle pode ser feito por métodos como retirada mecânica ou aplicação de produtos autorizados.
Além da eliminação das plantas espontâneas, também é proibido realizar novos plantios de soja fora do calendário oficial definido para Mato Grosso do Sul. A regra vale para evitar a manutenção do ciclo do fungo durante a entressafra.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) é responsável pela fiscalização do cumprimento das normas. Quem descumprir as regras pode receber autuações e multas previstas na legislação de defesa sanitária vegetal.
A Iagro mantém um canal para esclarecimento de dúvidas e comunicação de possíveis irregularidades. Informações sobre áreas com plantas de soja fora do período permitido podem ser enviadas pelo WhatsApp (67) 99971-8163.
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