Autoridades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa, sigla em espanhol) chegaram a conclusão de que o aumento da fiscalização do trânsito e do comércio de animais é uma das formas mais eficazes de se coibir o contrabando e a propagação de doenças como a febre a aftosa.
A reunião bilateral Brasil-Paraguai acontece no Sindicato Rural de Ponta Porã, e termina nesta sexta, 9. Dentre as propostas estão a integração do trabalho dos serviços veterinários, policiais e de inteligência dos dois países e de se criar um canal de troca de informações permanente.
Na opinião do diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Marques, “iniciativas como essa, somadas às ações que vêm sendo realizadas pelos países, deverão reduzir as chances de ocorrência de novos focos da doença e ajudar o Paraguai a recuperar o status de livre de aftosa com vacinação futuramente”. Segundo ele, o Brasil já investiu R$ 10 milhões com o deslocamento de fiscais federais agropecuários, diárias de colaboradores eventuais e manutenção das Forças Armadas na fronteira desde setembro do ano passado, quando foi notificado o primeiro foco no lado paraguaio.
Para as autoridades brasileiras, as medidas tomadas pelo Paraguai - como a maior gestão na venda e armazenagem das vacinas – demonstram que o país vizinho está empenhado na erradicação de qualquer possibilidade de aftosa no seu território. O diretor do DSA avalia que ações como essas contribuirão para o fortalecimento de um sistema sanitário confiável, isento e sustentável.
O encontro conta, ainda, com a participação de técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que apresentaram as ações desenvolvidas na antiga Zona de Alta Vigilância (ZAV). Também participaram representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), do setor agroprodutivo, da Federação da Agricultura do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul) e da Superintendência Federal de Agricultura de MS. (Com informações da Assessoria)
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